"Direito à vida"

Ministro do STF suspende medida que zerava impostos para importação de armas

Isenção entraria em vigor em 1º de janeiro de 2021; Fachin atendeu a uma ação movida pelo PSB

Fachin negou recurso contra decisão monocrática do STJ, que negou ação da defesa para reverter condenação no caso do triplex do Guarujá
Fachin negou recurso contra decisão monocrática do STJ, que negou ação da defesa para reverter condenação no caso do triplex do Guarujá | Crédito: (Foto: (Nelson Jr./STF/Divulgação)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin atendeu a um pedido do PSB e suspendeu provisoriamente, nesta segunda-feira (14), uma medida do governo Bolsonaro que zerava impostos para a importação de revólveres e pistolas.

A isenção, anunciada na semana passada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, passaria a valer no dia 1º de janeiro de 2021.

Fachin determinou que sua decisão individual seja submetida à análise do plenário do Supremo. Enquanto a data do julgamento não é definida, fica mantido o imposto de importação atual de 20% sobre o valor da arma.

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Na decisão, o ministro do STF aponta o "o risco de um aumento dramático da circulação de armas de fogo, motivado pela indução causada por fatores de ordem econômica".

Fachin acrescenta que a medida do governo contradiz "o direito à vida e o direito à segurança" e viola o ordenamento constitucional brasileiro.

A segurança dos cidadãos, segundo o ministro, deve primeiramente ser garantida pelo Estado, e não pelos indivíduos. A decisão também levou em conta os impactos sobre o mercado nacional de armamentos.

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"Ao permitir a redução do custo de importação de pistolas e revólveres, o incentivo fiscal contribui para a composição dos preços das armas importadas e, por conseguinte, perda automática de competitividade da indústria nacional", escreveu.

Em 2020, o registro de novas armas no Brasil superou em quase 60% o número do ano passado, ultrapassando os 150 mil.

Editado por: Leandro Melito

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