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Radinho BdF: por que 19 de abril é o Dia de Luta dos Povos Indígenas?

Edição adentra questões como cuidados com a natureza e importância da demarcação de terras

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Indígenas Brasileiros - Ensaio fotográfico de Helio Carlos Mello
Indígenas Brasileiros - Ensaio fotográfico de Helio Carlos Mello - Helio Carlos Mello

O Radinho BdF desta semana aborda o Dia Internacional de Luta dos Povos Indígenas, celebrado no último dia 21 de abril.  A edição mergulha na tradição, culturas e histórias das etnias que vivem no território brasileiro. 

Além de apresentar brincadeiras e vivências das crianças nas aldeias, a edição destaca as dificuldades que os povos indígenas enfrentam ao longo de séculos de violências desde a colonização. 

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Uma das abordagens do Radinho BdF é sobre os estereótipos que ainda hoje permeiam o imaginário social e refletem o pensamento constituído de violências aos povos indígenas. 

A própria denominação de "índio" é colocada em questão, quando se refere à forma que os colonizadores definiram as diversas etnias que moravam aqui antes da colonização.    

"Temos que levar em consideração que os povos indígenas são ancestrais neste país. Mas eles só ficaram efetivamente visíveis a partir da década de 1970. E reconhecidamente visíveis a partir de 1988. Ou seja, são 30 anos. Temos todo esse tempo anterior sendo invisibilizados, e recaído sobre nós uma palavra, um apelido. E os apelidos não dizem o que somos, mas o que as pessoas acham que somos", defende Daniel Munduku, intelectual indígena.  

Brincadeiras

Ythaha Braz Pankararu-Pataxó é da Aldeia Cinta Vermelha, no Vale do Jequitinhonha (MG), e mestranda em sustentabilidade junto aos povos e territórios tradicionais (UnB). Ela apresentou duas brincadeiras no Radinho BdF

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Uma das indicações foi o "Arranca toco", que pode ser feita tanto por crianças quanto por adultos, desde que brincada com cuidado. Ythaha também explicou sobre a "Corrida do Maracá".  

Natureza

A participação da codeputada estadual Chirley Pankará (Psol-SP) reforçou a relação inseparável entre as cosmologias indígenas e a natureza. Chirley é da etnia Pankará (PE) e exerce a atividade parlamentar na mandata ativista. 

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"Temos desde criança o ensinamento sobre os cuidados com a terra. A terra é a nossa mãe, e não propriedade. É da terra que vem a alimentação saudável. É da terra que temos o feijão, o arroz e tantos outros produtos importantes. Portanto cuidar da terra é uma meta nossa indígena, que é cuidar de geração em geração", explicou a parlamentar, reforçando a importância da demarcação de terras indígenas.

História

O escritor Cristino Wapichana contou, através de lendas, o porquê as onças têm as pintas no pelo. A narrativa tem a ver com o fogo e começa dizendo que o grande felino andava de duas patas e estava participando de uma festa. O restante da história você escuta na edição.  


Toda quarta-feira, uma nova edição do programa estará disponível nas plataformas digitais. / Brasil de Fato / Campanha Radinho BdF

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O programa Radinho BdF vai ao ar às quartas-feiras, das 9h às 9h30, na Rádio Brasil Atual. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo e 93,3 FM na Baixada Santista. A edição também é transmitida na Rádio Brasil de Fato, às 9h, que pode ser ouvida no site do BdF.

Em diferentes dias e horários, o programa também é transmitido na Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), e na Rádio Terra HD 95,3 FM.

Assim como os demais conteúdos, o Brasil de Fato disponibiliza o Radinho BdF de forma gratuita para rádios comunitárias, rádios-poste e outras emissoras que manifestarem interesse em veicular o conteúdo. Para fazer parte da lista de distribuição, entre em contato pelo e-mail: [email protected]

Edição: Daniel Lamir