Briga na Direita

Apresentador e comentarista trocam socos no Pânico por causa de Bolsonaro; assista

Programa da rádio era transmitido ao vivo na internet e teve que ser interrompido para que separassem os brigões

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
Dupla não conseguiu se acertar na base da conversa - Reprodução

O programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, foi palco, nesta terça-feira, de uma briga entre dois participantes que terminou com um deles de pernas para cima e o outro sendo contido por mais três, em uma cena que pareceu vinda diretamente do antigo sucesso Hermes e Renato, da MTV clássica (veja o vídeo ao fim desta reportagem). Em outra oportunidade, em 2019, o jornalista Augusto Nunes já tinha usado dos punhos em vez das palavras em um debate na mesma rádio.

Os “Joselitos sem Noção” da vez atendem pelos nomes de Tomé Abduch, porta-voz do movimento NasRuas, que é a favor de aglomerações em plena pandemia de coronavírus para exaltar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e é “comentarista político”, e o apresentador André Marinho, da rádio paulista.

A cena começou quando os dois passaram a trocar farpas por casa do apoio de Abduch ao presidente. O comentarista disse que apoiou a eleição do deputado federal Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara dos Deputados e citou uma conversa que teve com a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP). 

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"Eu falei: Joice, você escolheu seu lado. Eu apoiei o presidente Jair Bolsonaro, siga seu caminho. Aí colocam lá e vem um babaca aqui", afirmou Abduch, se referindo a Marinho, no momento em que foi interrompido pelo apresentador.

"Valeu, Chorão. Valeu, Chorão. Vai chorar, chora por político", disse Marinho. Dizendo que, "chorão é o caralho", Abduch foi com tudo para cima do apresentador. Os outros colegas de bancada pareciam estar animadíssimos com a interação, e um deles passou a narrar a luta no microfone da rádio.

Ato contínuo, membros da equipe surgiram do nada para tentar separar a briga, ou assim deveria ser, mas o que acabou se vendo foi uma generalização da batalha. Antes que o público pudesse saber o desfecho da luta, o programa e a transmissão foram interrompidos por um intervalo comercial.

Em suas redes sociais, Marinho se pronunciou por meio de texto e vídeo: "Hoje, fui agredido por um senhor que age como militante. Deslumbrado com a própria irrelevância, se aproveitou do Pânico para me ofender. Exalta sua família, mas só faz atacar a minha. Bancou valente pois trouxe um segurança para me dar um mata-leão e ameaçar com sua arma".

O apresentador é filho do empresário Paulo Marinho, que apoiou Bolsonaro nas eleições de 2018 e que emprestava sua mansão para ajudar na organização da campanha do presidente.

Abduch também falou em suas redes sociais, que Marinho "já tem passado há algum tempo de todos os limites". "A atitude que tive ali de levantar para brigar não foi a melhor possível. Não recomendo que as pessoas lidem com a vida dessa forma. Eu estava nervoso", disse.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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O vereador paulistano Fernando Holiday (sem partido) também fez questão de se posicionar em suas redes, dizendo que um debate plural de ideias não se faz da forma que Abduch acredita. “Quer impor sua verdade goela abaixo, tal qual o presidente que ele tanto ama. Marinho não teve outra alternativa a não ser se defender."

No entanto, o líder do Movimento Brasil Livre (MBL) já chegou até a declarar que votou em Bolsonaro, mesmo "sabendo que era um jumento" e esperando o mínimo de honestidade por parte do militar.

 

Edição: Vinícius Segalla