Eleição presidencial

Clima de festa e esperança da esquerda no Peru: Brasil de Fato fala sobre cenário

Correspondente e professor debatem cenário eleitoral e possível vitória histórica das forças progressistas no país

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Apoiadores do candidato de esquerda Pedro Castillo marcham em Cajamarca, no Peru
Apoiadores do candidato de esquerda Pedro Castillo marcham em Cajamarca, no Peru | Crédito: Ernesto Benavides / AFP

O Brasil de Fato realizou, nesta terça-feira (8), uma live sobre as eleições do Peru. O evento repercutiu os cenários em caso de vitória da esquerda no país. De acordo com a apuração, o candidato de esquerda Pedro Castillo (Peru Livre) ultrapassou Keiko Fujimori (Força Popular), da direita tradicional peruana, na reta final da eleição e tem grandes chances de ser eleito o novo presidente do país. 

De acordo com a correspondente do Brasil de Fato em Lima (capital do Peru), Daniela Lima, existe um clima de festa e celebração em relação à vitória da classe trabalhadora nas eleições. Porém, ainda existe um alerta sobre a última cartada de Fujimori buscando a vitória. Ela disse que não aceitará a derrota, alegando, sem qualquer prova, uma fraude eleitoral.

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Segundo a correspondente, não existe argumentos para uma possível inconsistência na contagem dos votos. “Não há nada nem ninguém dando crédito. É a última carta que ela tem para jogar ao se ver em desvantagem”, disse ao repórter Daniel Giovanaz.

De acordo com o cientista político e professor Igor Fuser, este é um momento histórico para toda a América Latina. “É a possibilidade de a esquerda chegar, pela primeira vez na história do país, ao poder. É um país onde as classes dominantes, de uma maneira ou de outra, sempre conseguiram controlar o poder”, afirmou.

Segundo o professor, a eleição mostrou claramente uma polaridade. “Existem linhas classistas diferenciando os dois candidatos. É evidente que é o candidato dos ricos contra o candidato dos pobres”, disse.

Veja, a seguir, a conversa completa:

 

Editado por: Vinícius Segalla

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