Mostrar Menu
Brasil de Fato
ENGLISH
Ouça a Rádio BdF
  • Apoie
  • TV BdF
  • RÁDIO BRASIL DE FATO
    • Radioagência
    • Podcasts
    • Seja Parceiro
    • Programação
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
  • I
  • Política
  • Internacional
  • Direitos
  • Bem Viver
  • Opinião
  • DOC BDF
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Mostrar Menu
Brasil de Fato
  • Apoie
  • TV BDF
  • RÁDIO BRASIL DE FATO
    • Radioagência
    • Podcasts
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
Mostrar Menu
Ouça a Rádio BdF
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Brasil de Fato
Início Opinião

ECONOMIA

Análise | Renda Brasil, desmonte do Estado e o caráter desumano da elite brasileira

Alteração no teto de gastos se mostra como uma pedalada turbinada que opera a fome do povo como ativo eleitoral

27.out.2021 às 18h25
Belo Horizonte (MG)
Weslley Cantelmo

Renda Brasil é um programa temporário que substitui uma Política de Estado, o Bolsa Família, que era contínua, bem pensada e bem estruturada - Marcelo Correa

A polêmica econômica da última semana se deu em torno do modo pelo qual o governo federal está viabilizando o “espaço fiscal” necessário para o pagamento do Auxílio Brasil, frente à grande barreira do “teto de gastos”. Depois do grupo comandado por Artur Lira, na Câmara Federal, Ciro Nogueira e algumas sombras verde-oliva do Palácio do Planalto terem cogitado as mais esdrúxulas soluções possíveis, os brilhantes articuladores se superaram e optaram por encaminhar uma alteração na regra do teto. 

“Glória! Finalmente o malfadado, capenga e injusto teto irá desmoronar!”, pensaram algumas das pessoas sérias deste país. Óbvio que não era o caso. A alteração proposta ataca apenas a temporalidade do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, a ser considerado nessa regra fiscal. 

:: Opinião | Auxílio para libertar e não para manter o povo no cabresto ::

Para iluminar o assunto àqueles que não acompanham tão de perto o debate econômico, o “teto de gastos” é uma regra que estabelece que o orçamento corrente da União só pode ser anualmente ajustado até o limite da inflação, medida pelo IPCA, do exercício (ano) anterior. Esse intervalo de 12 meses de IPCA que foi estabelecido na regra é de julho a junho do ano posterior, período que em geral começa a ser discutido o orçamento do exercício seguinte. A equipe de bricoleurs, e suas sombras verde-oliva, dotados de grande capacidade de planejamento, em toque de maestria, criatividade e circunstancialismo, resolveram mudar o intervalo do IPCA a ser considerado para janeiro a dezembro. 

Qual o problema? Muitos. A começar pela malandragem explícita: ora, a inflação medida pelo IPCA de 2021 já está em nível muito superior à meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Se considerarmos o intervalo previsto inicialmente, entre junho/2020 e junho/2021 temos uma inflação acumulada de 8,35%. A inflação prevista para o intervalo entre janeiro e dezembro já supera os 10%. Com essa manobra estima-se que se consiga um acréscimo de aproximadamente R$ 83 bilhões, mais do que o suficiente para pagar o auxílio do Renda Brasil (programa temporário que substitui uma Política de Estado, contínua, bem pensada e estruturada, o Bolsa Família). 

:: Supermercado de Valença (RJ) coloca cabeça de peixe à venda em bandeja ::

É óbvio que não se deve colocar em xeque a necessidade de pagamento de um socorro emergencial à população brasileira, que sente fome, que está em insegurança alimentar e se vê cada vez mais envolvida no agora, na pauta da sobrevivência e que, portanto, tem sua perspectiva de futuro destroçada. Para isso, que seja feita a manobra necessária. 

Esse cenário, portanto, releva o caráter desumano de algumas frações de brasileiros, que pouco ou nada se preocupam com a condição real de vida de seus compatriotas. Começa pelos “bravos economistas”, aqueles que se baseiam em pressupostos econômicos fantasiosos, que pediram a demissão do ministro da Economia por conta do “fura teto” social. 

:: Por que os secretários de Guedes abandonaram o barco? Entenda a cilada do Teto de Gastos ::

Estranho é que não pediram demissão quando o teto foi furado para garantirem um “orçamento paralelo”. Também não pediram demissão quando surgiram com a brilhante ideia de adiamento do pagamento de precatórios, ou, ainda, quando ficou escancarada as offshore de Guedes e de Campos Neto (presidente do Banco Central). Também são desumanos os operadores do “Deus mercado”, que trabalham politicamente, cotidianamente, para ter um Estado exclusive, como um garantidor de sua renda financeira. 

E o próprio Paulo Guedes, que vê seu discurso ruir, mas dorme abraçado ao cargo e suas prerrogativas? Por fim, o fascista Bolsonaro e suas sombras verde-oliva, que destroem uma Política de Estado (o Bolsa Família) para colocar no lugar um incerto Renda Brasil, temporário e fruto de uma manobra, que se mostra como uma pedalada turbinada, orçamentária e constitucional, e que opera a fome do povo como ativo eleitoral.

:: Receba notícias de Minas Gerais no seu Whatsapp. Clique aqui ::

Aliás, o que se tornou a Constituição Federal de 1988 diante desses bricoleurs, gambiarreiros de meia tigela que compõem o Planalto e o Congresso Nacional?  Aprovam-se projetos de emendas como se a Constituição fosse um castelinho de cartas. O resultado é uma desastrosa bola de neve institucional que está destruindo o Estado brasileiro e levando o país ao caos humanitário.

Está claro que o “teto de gastos” em si é um grande problema, dentre diversos outros, resultantes do desmonte do Estado que se propaga desde 2015, o que não é novidade alguma para a gente séria deste país. Ao que tudo indica o auxílio médio de R$ 400 será pago. Um possível alívio para a população. Alívio esse que provavelmente não terá efeito sensível sequer até as eleições do próximo ano. 

:: Análise | No país da miséria e da fome, por que as offshores são um escândalo em si? ::

Os preços tendem a continuar em subida, principalmente em função dos combustíveis e dos efeitos do câmbio desvalorizado (provocado pelo combo que soma especulação, Bolsonaro, crise energética internacional, cena política brasileira, falta de política econômica…). 

E o desemprego vai perdurar, provavelmente aumentar, em função das elevações na taxa básica de juros e o consequente desaquecimento da economia, que já está gelada. Isso, para não falar na flagrante e urgente crise energética, diga-se, de uma economia que não cresce. Nosso buraco parece não ter fim.    

 

*Weslley Cantelmo é economista, mestre em geografia e doutorando em economia no Cedeplar (UFMG). 

**Este é um artigo de opinião e a visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal

 

Editado por: Larissa Costa
Tags: bolsa famíliaeconomiainflaçãoteto de gastos
loader
BdF Newsletter
Escolha as listas que deseja assinar*
BdF Editorial: Resumo semanal de notícias com viés editorial.
Ponto: Análises do Instituto Front, toda sexta.
WHIB: Notícias do Brasil em inglês, com visão popular.
Li e concordo com os termos de uso e política de privacidade.

Veja mais

Controle

Senado aprova mudanças da Câmara em lei de proteção às crianças nas redes

Sabores da liberdade

Festival reúne assentamentos do MST na Bahia em setembro: ‘Um povo com fome não faz luta’

MÚSICA INSTRUMENTAL

André Vicente traz para Porto Alegre o espetáculo ‘Cantos e Contos de um Piano’ nesta quinta-feira (28)

Crise ambiental

Puxadas pelo agro, emissões de gases de efeito estufa sobem 6% no Brasil, aponta Observatório do Clima

ARTE EM MOVIMENTO

Porto Alegre recebe Festival Internacional de Videodança a partir de quinta-feira (28)

  • Quem Somos
  • Publicidade
  • Contato
  • Newsletters
  • Política de Privacidade
  • Política
  • Internacional
  • Direitos
  • Bem Viver
  • Socioambiental
  • Opinião
  • Bahia
  • Ceará
  • Distrito Federal
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Paraná
  • Pernambuco
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Sul

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Apoie
  • TV BDF
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
  • Rádio Brasil De Fato
    • Radioagência
    • Podcasts
    • Seja Parceiro
    • Programação
  • Política
    • Eleições
  • Internacional
  • Direitos
    • Direitos Humanos
  • Bem Viver
    • Agroecologia
    • Cultura
  • Opinião
  • DOC BDF
  • Brasil
  • Cidades
  • Economia
  • Editorial
  • Educação
  • Entrevistas
  • Especial
  • Esportes
  • Geral
  • Saúde
  • Segurança Pública
  • Socioambiental
  • Transporte
  • Correspondentes
    • Sahel
    • EUA
    • Venezuela
  • English
    • Brazil
    • BRICS
    • Climate
    • Culture
    • Interviews
    • Opinion
    • Politics
    • Struggles

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.