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Fiocruz aponta queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil

Das 27 unidades federativas, apenas Amapá apresenta crescimento na tendência de longo prazo de SRAG

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Tendência de aumento de casos de SRAG entre crianças e adolescentes (0 a 17 anos) já dá sinais de interrupção | Crédito: Foto: Pixabay

O Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado na quarta-feira (21) aponta para queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas tendências de longo e curto prazo. 

Contudo, o pesquisador Marcelo Gomes alerta para o aumento recente de casos associados à “influenza A”: o vírus H3N2 gerou um surto fora de época no final do ano passado e está aparecendo novamente em São Paulo. Os indícios na capital paulista sinalizam tendência de aumento de SRAG nas últimas semanas, observado especialmente em crianças e adolescentes, e pode estar associado ao aumento de casos de influenza. "Por isso, não podemos esquecer da vacina para ter a melhor proteção possível”, destacou o coordenador do InfoGripe.

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De acordo com a Fiocruz, os dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária seguem apontando para amplo predomínio do vírus Sars-CoV-2, especialmente na população adulta. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos com resultado positivo para vírus respiratórios foi de 9,7% para “influenza A”; 0,8% para “influenza B”; 8,6% para vírus sincicial respiratório (VSR); e 55,8% para Sars-CoV-2 (covid-19). 

Entre os óbitos, o vírus da covid-19 segue em primeiro lugar, dominando em 90,3% dos casos, seguido por 1,9% para “influenza A”. 

Em queda

Os dados atuais sugerem que a tendência de aumento de casos entre crianças e adolescentes (0 a 17 anos) que se observou na maioria dos estados a partir do final de julho já dá claros indícios de interrupção na maioria dos estados, com alguns desses já apresentando início de processo de queda.

No cenário geral, observa-se queda ou estabilidade na incidência de casos em praticamente todas as faixas etárias da população adulta. A curva nacional segue apontando para um patamar inferior ao observado em abril de 2022, até então o mais baixo desde o início da epidemia de covid-19 no Brasil.

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Das 27 unidades federativas, apenas Amapá apresenta crescimento na tendência de longo prazo de SRAG. 

O estudo teve como referência a Semana Epidemiológica (SE) 37, período de 11 a 17 de setembro, o boletim tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 19 de setembro.
 

Editado por: Jaqueline Deister

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