O Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre (CMS/POA) emitiu uma nota de repúdio direcionada ao secretário de Saúde de Porto Alegre, Mauro Sparta. O texto protesta contra o encontro de Sparta com o deputado federal Bibo Nunes (PL/RS), na primeira semana de novembro, sob o pretexto de debater "ações e medidas para qualificar a saúde de Porto Alegre”.
O CMS lembra que o referido deputado publicou um vídeo extremamente violento, afirmando que estudantes das universidades federais de Pelotas (UFPel) e Santa Maria (UFSM), que protestaram contra bloqueios na educação, mereciam ser “queimados vivos”, além de chamá-los de “escória do mundo” e “parasitas”, entre outras ofensas. A nota pode ser acessada aqui.
O texto recorda também que a Defensoria Pública da União (DPU) ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal contra o deputado. Também o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para averiguar a manifestação.
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O Conselho ressalta o esforço coletivo que tem sido, para o SUS e para a sociedade civil, em todo o RS, atender os jovens vítimas nas urgências e emergências. Principalmente em casos em que é necessário acolher "o triste e desesperador sofrimento dos familiares e amigos".
Apresenta ainda o dado da própria Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre sobre a principal causa de morte de pessoas entre 15 a 19 anos e de 20 a 39 anos (em 2021): causas externas (homicídio). "Morreram, em Porto Alegre, 237 pessoas jovens vítimas de homicídio", destaca.
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Dessa forma, os conselheiros protestam contra a reunião do secretário com o deputado, afirmando que Mauro Sparta deveria ter se posicionado "contra às manifestações de violência e de ameaça à vida dos estudantes feitas pelo deputado Bibo Nunes. Infelizmente, não foi o que fez. O que vimos foi a institucionalização da violência".
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