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À CNN dos Estados Unidos, Lula afirma: 'Bolsonaro não voltará à presidência'

Em visita oficial, presidente concedeu entrevista à Christiane Amanpour e afirma que "a democracia prevalecerá"

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |

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Entrevista com o presidente brasileiro foi ao ar nesta sexta-feira (10) nos Estados Unidos - Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (10) ao canal CNN Internacional dos Estados Unidos que “Bolsonaro não tem chance de voltar à presidência”. Lula concedeu entrevista exclusiva à jornalista Christiane Amanpour, e afirmou que tem o compromisso de garantir a democracia brasileira.

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Ao falar sobre os atentados de bolsonaristas em Brasília no último dia 8 de janeiro, o petista afirmou que as instituições brasileiras estão preparadas para barrar uma tentativa de golpe de Estado. Ele também falou sobre o papel das Forças Armadas e seu dever de defender o interesse da população brasileira e a soberania nacional.

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“Eu espero que daqui quatro anos eu possa voltar para cá e conceder outra entrevista para você, mostrando que o Brasil seguirá como uma democracia”, disse Lula, que está em Washington, capital dos Estados Unidos, onde vai se encontrar com o presidente do país, Joe Biden.

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O presidente brasileiro sorriu ao ouvir a jornalista afirmar, enquanto formulava uma pergunta, que “metade do Brasil o ama” e a outra metade “o despreza”. O presidente disse que as divisões são comuns em processos eleitorais, e afirmou que os próprios Estados Unidos viveram situações semelhantes.

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“O Brasil é um país pacífico, as pessoas no Brasil gostam de ouvir música, de futebol, de carnaval. Não somos um país com o hábito e a cultura de ódio. O que houve foi uma indústria de notícias falsas. Eu estou convencido de que nem todo mundo que votou no Bolsonaro segue o bolsonarismo”, afirmou.

Lula lembrou os ataques de militantes de Donald Trump ao Capitólio, sede do poder legislativo americano, e comparou o episódio, registrado em janeiro de 2021, com a barbárie promovida por bolsonaristas em Brasília dois anos mais tarde. Para o presidente brasileiro, seu antecessor tem muitas semelhanças com o ex-presidente americano.

“A única coisa estranha que aconteceu foi o que houve aqui no Capitólio. Jamais poderíamos imaginar que, num país que se tornou símbolo da democracia no mundo, alguém poderia tentar invadir o Capitólio ou que alguém poderia ser tão desumano quanto Trump foi. E o Bolsonaro é uma cópia do Trump”, prosseguiu.

Edição: Flávia Chacon