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Depois de 4 anos suspensa, Feira da Reforma Agrária do MST retorna ao Pq. da Água Branca, em SP

Vetado por Doria em 2019 e suspenso por conta da pandemia de covid-19 desde então, evento ocorre entre 10 e 14 de maio

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
Nas edições anteriores, a Feira da Reforma Agrária levou mais de 200 mil pessoas ao parque
Nas edições anteriores, a Feira da Reforma Agrária levou mais de 200 mil pessoas ao parque - MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou a volta da Feira Nacional da Reforma Agrária, que será realizada entre os dias 10 e 14 de maio deste ano, no Parque da Água Branca, em São Paulo.

"Se preparem, se organizem e vamos fazer a maior atividade em defesa da Reforma Agrária popular", informou o MST em nota.

"É com muita alegria que anunciamos a volta da Feira Nacional da Reforma Agrária no município de São Paulo, que está no calendário oficial, no Parque da Água Branca. Infelizmente, nos últimos anos, por razões políticas e de pandemia, não pudemos realizá-la. Mas agora, em maio de 2023, a feira retorna ao Parque da Água Branca", afirmou Gilmar Mauro, membro da coordenação nacional do movimento ao Brasil de Fato.

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"Certamente, será um grande evento para mostrar a produção agroecológica, pelo menos uma amostragem daquilo que o MST realiza em todo o Brasil, da perspectiva de um modelo agricultura com menor impacto ambiental possível e produção de alimentos saudáveis, além de combate à fome e à miséria", disse.

Suspensa

Será a primeira edição do evento desde 2018, quando a feira foi realizada pela última vez na capital paulista.

Em setembro de 2019, a Feira Nacional da Reforma Agrária entrou oficialmente no calendário de turismo da cidade de São Paulo por meio da lei 17.162. A lei, proposta pelo vereador Jair Tatto (PT), atribui ao evento dos agricultores e agricultoras de produtos orgânicos e agroecológicos o mesmo status do Carnaval, da Virada Cultural e da Bienal do Livro, por exemplo.

No mesmo ano, no entanto, a quarta edição do evento não foi realizada porque o então governador João Doria (PSDB) vetou o uso do Parque da Água Branca, que sediou as três edições anteriores. Na época, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do governo alegou que o veto ocorreu porque seu conselho gestor avaliou que as estruturas do local não comportam mais o evento.

Nos anos seguintes, o evento não foi realizado por conta das restrições impostas pela pandemia de covid-19.

Nas edições anteriores, a Feira da Reforma Agrária levou mais de 200 mil pessoas ao parque, na região Oeste da capital, próximo ao terminal de metrô Barra Funda.

Edição: Nicolau Soares