São Paulo

Após 100 dias, 45% dos paulistas acham que Tarcísio fez menos do que esperavam pelo estado

Apenas 12% consideram que o governador superou as expectativas, de acordo com pesquisa do Datafolha

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

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"Além da falta de projetos de gestão, os 100 dias de governo Tarcísio de Freitas foram marcados pela descontinuidade ou ausência de prioridade em áreas importantes", protestou a oposição na Alesp - Divulgação/Alesp

Pesquisa Datafolha divulgada no último domingo (9) mostra que, após os 100 primeiros dias do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), 45% dos paulistas avaliam que ele fez pelo estado menos do que eles esperavam.

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Outros 12% acham que o governador fez mais do que era esperado dele após as eleições de 2022. Para 37%, Tarcísio de Freitas igualou as expectativas e seu governo realizou exatamente o que era esperado.

Para 44% da população, o governo paulista é ótimo ou bom. Outros 39% consideram que os primeiros 100 dias de Tarcísio de Freitas foram apenas regulares e 11% afirmaram que o desempenho do Palácio dos Bandeirantes foi ruim. O Datafolha escutou 1.806 pessoas entre os dias 3 e 5 de abril deste ano.

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Em um documento chamado "Governo Tarcísio: 100 dias, sem nada", a Federação Brasil Esperança na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), formada por PT, PCdoB e Partido Verde, criticou o governo paulista.

"Para além da falta de projetos de gestão, os 100 dias de governo Tarcísio de Freitas foram marcados pela descontinuidade ou ausência de prioridade em áreas importantes para o estado de São Paulo", explicou a federação a nota.

Para a oposição, o golpe dado pelo governo na Alesp, que culminou no impedimento de registros de CPI que investiguem o Palácio dos Bandeirantes. "O resultado disso foi o cerceamento do direito da oposição e das minorias de fiscalizar e investigar pautas não alinhadas com o governo, o que é uma prerrogativa da oposição."

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O Brasil de Fato procurou a assessoria de imprensa do governo de São Paulo, mas não recebeu respostas até o fechamento da matéria. Caso haja alguma manifestação, o texto será atualizado.

Edição: Thalita Pires