Cinco anos depois

Famílias de Marielle e Anderson conseguem na justiça direito de acessar investigação

Processo corre em sigilo, mas viúvas das vítimas poderão conhecer os detalhes de tudo que se sabe sobre o caso

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

Ouça o áudio:

Marielle Franco foi assassinada há cinco anos, no Rio de Janeiro - Foto: Renan Olaz

Os familiares da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes conseguiram, nesta terça-feira (18), uma importante vitória na Justiça. A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que os parentes dos dois terão acesso aos documentos da investigação que apura os mandantes dos assassinatos da dupla.

Continua após publicidade

No dia 14 de março de 2018, Marielle Franco e Anderson Gomes foram vítimas de um atentado. Os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são apontados como principais suspeitos do duplo homicídio e estão presos desde março de 2019.

Leia também: Cinco anos de investigação: Júri popular é o próximo passo na elucidação do caso Marielle

O acesso aos documentos é uma reivindicação antiga das duas famílias, que nunca souberam dos detalhes da investigação e quem seriam os principais suspeitos do crime.

O STJ analisou o pedido feito pela mãe e pela viúva de Marielle Franco, Marinete da Silva e Mônica Benício, respectivamente, e pela viúva de Anderson, Agatha Arnaus Reis. Os documentos da investigação devem ser entregues aos representantes legais das três.

Em seu voto, o relator do caso no STJ, o ministro Rogério Schietti afirmou que as famílias devem ter o direito de acessar os documentos da investigação e conhecer os detalhes sobre o crime.

"Passados 1.861 dias dos assassinatos, parece não só razoável, mas imperioso, que o Estado forneça respostas às recorrentes acerca do andamento das investigações", afirmou Schietti.

:: 'Marielle fazia política com força e simpatia', relembram mulheres negras inspiradas por ela ::

Edição: Nicolau Soares