19 de abril

Radinho BdF: O que o governo Lula já fez pelas crianças indígenas?

No Dia da Luta Indígena, meninas e meninos indígenas avaliam novo governo e cobram demarcações de terras

Ouça o áudio:

Crianças Xavante em aldeia no Mato Grosso - Sarah Fernandes
Pelo que já escutei falar, o Lula tem procurado ouvir e entender as demandas dos povos indígenas

Em abril, mês de luta para os povos indígenas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completou seus primeiros 100 dias. A pergunta que fica é: o que já foi feito e o que falta fazer pelos povos originários do país? Quem responde, são meninos e meninas de diferentes etnias, na edição de hoje (19) do Radinho BdF, que reforça as mobilizações por direitos indígenas no país.

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“Eu não sei se esse governo pode ser melhor, mas pelo que já escutei falar, o Lula tem procurado ouvir e entender as demandas dos povos indígenas”, disse Luany Victoria, de 13 anos, que mora em Manaus e é da etnia Baré.

Nesse período, o governo Lula criou o Ministério dos Povos Indígenas, um órgão do governo dedicado apenas a pensar em políticas para proteger os direitos das crianças e adultos indígenas. Ele também recriou o Conselho Nacional de Política Indigenista, para discutir ações para a população originária e reestruturou a Funai, agora chamada de Fundação Nacional dos Povos Indígenas, que pela primeira vez está sob o comando de uma mulher indígena, a Joenia Wapichana.

“Recentemente saiu na TV que o presidente ele foi pessoalmente em uma comunidade Yanomami e providenciou ajuda para eles, porque muitas pessoas estavam padecendo, inclusive crianças”, diz Luany.

Invasão, fome, doenças, violência e destruição da floresta. Quando denúncias de que indígenas Yanomami estavam sofrendo violações de direitos vieram à tona, o presidente Lula foi pessoalmente até a Terra Indígena Yanomami, no estado de Roraima, ver o que estava acontecendo.

Ele declarou situação de emergência de saúde pública e vários órgãos do governo passaram a trabalhar juntos para promover segurança, saúde e dignidade para os Yanomami. Ao mesmo tempo, o presidente revogou uma medida do antigo governo, que pretendia autorizar a mineração em terras indígenas.


Brasil tem 305 etnias indígenas, com cultura e modo de vida diversos / EBC/ TV Brasil

Muito a fazer

As crianças indígenas reforçam: não é porque Lula tomou medidas importantes para os povos originários que o jogo está ganho, pelo contrário: ainda há um longo caminho quando o assunto é ampliação de direitos e combate ao preconceito contra povos indígenas.

Proteger as florestas e todo meio ambiente, por exemplo, foi um dos compromissos assumidos pelo presidente Lula durante a campanha. Essas medidas podem ajudar muito os povos indígenas, porque os que vivem junto à natureza costumam ter uma relação de muito respeito e ajuda com ela.

Copiô, parente?

O Radinho BdF vem cheio de jogos e brincadeiras, alguns deles saídos direto das aldeias. Na edição de hoje, as crianças aprendem a falar algumas palavras em Kokama, uma das 274 línguas indígenas faladas no Brasil. De quebra, elas ainda aprendem a brincar de jogos tradicionais do povo Pataxó.

Na Hora da História quem faz a festa é o autor indígena Daniel Munduruku, que conta uma lenda tradicional para os ouvintes do Radinho.

E a Vitrolinha BdF sobe o som para “Chegança”, de Antônio Nóbrega, “Retomada”, da indígena Katú Mirim, e “Todo Dia era Dia de Índio”, na voz da Baby do Brasil.


Toda quarta-feira, uma nova edição do programa estará disponível nas plataformas digitais / Brasil de Fato / Campanha Radinho BdF

Sintonize

O programa Radinho BdF vai ao ar às quartas-feiras, das 10h às 10h30, na Rádio Brasil Atual. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo. A edição também é transmitida na Rádio Brasil de Fato, às 9h, que pode ser ouvida no site do BdF.

Em diferentes dias e horários, o programa também é transmitido na Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), e na Rádio Terra HD 95,3 FM.

Assim como os demais conteúdos, o Brasil de Fato disponibiliza o Radinho BdF de forma gratuita para rádios comunitárias, rádios-poste e outras emissoras que manifestarem interesse em veicular o conteúdo. Para fazer parte da lista de distribuição, entre em contato pelo e-mail: [email protected].

Edição: Sarah Fernandes