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“Para fazer um natal diferente", Lula pede apoio da população na campanha Papai Noel dos Correios

Ação é realizada há 34 anos e proporciona que pessoas possam "adotar" uma cartinha e realizar desejo de crianças

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
Neste ano, população pode participar da campanha pela internet - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A tradicional campanha dos Correios que possibilita que pessoas realizem o desejo de crianças durante o natal recebeu apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em vídeo publicado neste domingo (19), Lula convoca a população a “adotar” uma cartinha para “fazer um natal diferente a partir de 2023”.

A ação Papai Noel dos Correios existe há mais de 30 anos. Segundo a Estatal, a proposta começou por iniciativa dos próprios funcionários que recebiam muitas cartas de crianças pedindo presentes para a data festiva. Os telegramas escritos pelas próprias crianças tinham como destinatário o Papai Noel. 

Então, os Correios criaram uma campanha em que a população pode escolher uma destas cartas e cumprir o pedido feito pela criança. É possível realizar o processo pela internet. Para participar da campanha, clique neste link.

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A estatal fica responsável por realizar a entrega.

Neste ano, a ação teve início na última terça-feira (14). É possível fazer a adoção da cartinha e entregar o presente até o dia 15 de dezembro. 

Em 2022, segundo os Correios, foram mais de 260 mil cartas recebidas, mas só cerca de 187 mil foram adotadas.

“Eu espero que seja um sucesso, porque é muito triste você passar um natal sem ganhar um presente. Sobretudo quando as crianças são alimentadas pela propaganda na televisão, a escrever a carta para Papai Noel e coloca a meia pendurada não sei onde. Então você fica imaginando as crianças vendendo tudo aqui na televisão, e o pai e a mãe do lado sabendo que não vão poder comprar nada para ele”, afirmou o presidente.

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No vídeo, Lula lembrou que vivenciou esta experiência quando era jovem e morava em Santos (SP). Segundo o presidente, a prefeitura realiza uma ação de distribuição de presentes. 

“A verdade é muito triste porque eu estou falando dos anos 1958, 1959, quando eu tinha 14 anos de idade, e hoje eu vejo as pessoas passando as mesmas coisas que eu passava naquela época, as mesmas coisas”, lembrou Lula.
 

Edição: Monyse Ravena