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PF intima Augusto Heleno para depor sobre 'Abin paralela'

Ex-ministro sempre negou ter conhecimento de estrutura paralela que teria sido montada no governo Bolsonaro

Brasil de Fato | Brasília (DF) |

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Heleno prestou depoimento à CPMI nesta terça-feira (26) - Geraldo Magela/Agência Senado

O ex-ministro do GSI durante o governo Jair Bolsonaro, general Augusto Heleno, foi intimado pela Polícia Federal para depor na investigação sobre a "Abin paralela" que teria sido montada durante aquela gestão para monitorar desafetos políticos e levantar informações de interesse da família do presidente.

O depoimento está previsto para ocorrer na próxima terça-feira, (6). Durante o governo Bolsonaro a Abin ficava submetida ao GSI, que era comandado por Heleno. Até o momento, porém, seu nome não havia sido mencionado nas decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizaram as operações para investigar o esquema de espionagem ilegal e que teria envolvido o diretor da Abin no governo Bolsonaro, Alexandre Ramagem, e o vereador e filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

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Ambos foram alvos recentes de mandados de busca e apreensão no âmbito da operação chamada Vigilância Aproximada. Atualmente no cargo de deputado federal, Ramagem teve seus endereços residenciais e seu gabinete revistados pela Polícia Federal na semana passada e, a partir do que foi encontrado nas buscas e com a quebra de sigilo das comunicações do deputado, a PF avançou e realizou na segunda-feira (29), buscas nos endereços de Carlos Bolsonaro no Rio e em Brasília.

A suspeita da PF é de que Carlos Bolsonaro recebia as informações da estrutura que seriam levantadas de forma ilegal pela estrutura paralela de espionagem.

Heleno sempre negou ter conhecimento sobre a existência de uma "Abin paralela" durante o governo Bolsonaro.

 

 

Edição: Rodrigo Durão Coelho