saúde pública

Rio de Janeiro abre polos de atendimento a pacientes com dengue

Primeiro polo, em Curicica, na zona oeste da cidade, foi inaugurado na segunda-feira (5)

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
Além de Curicica, haverá polos de atendimento em outros sete pontos da cidade - Edu Kapps/Prefeitura do Rio

A cidade do Rio de Janeiro terá 10 polos de saúde específicos para atender a pacientes com suspeita de dengue até o fim desta semana. O primeiro deles, em Curicica, na zona oeste da cidade, foi inaugurado na segunda-feira (5). No mesmo dia, capital entrou em situação de emergência em saúde pública, devido à doença. A medida saiu no Diário Oficial do município.

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Haverá polos de atendimento também sete polos em Campo Grande, Santa Cruz e Bangu (na zona oeste), Complexo do Alemão, Madureira, Del Castilho e Tijuca (na zona norte), Gávea (na zona sul) e Centro.

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Caso haja necessidade, em razão do aumento do número de casos, mais centros de atendimento poderão ser abertos. Além dos polos, os 150 centros de hidratação montados no final do ano passado nas unidades de saúde para o atendimento de pacientes devido aos efeitos do calor também serão usados na assistência às pessoas com dengue.

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A abertura dos polos é uma das ações do plano de contingência de enfrentamento à dengue, criado pela prefeitura do Rio, uma vez que a cidade já registrou, este ano, 11 mil casos da doença, com 360 deles necessitando de internação.

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Os polos vão funcionar nas dependências de unidades básicas de saúde. No caso de Curicica, por exemplo, está localizado dentro do Centro Municipal de Saúde Raphael de Paula Souza.

Quando procurar atendimento?

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, orientou as pessoas a procurarem atendimento nos polos ou em redes de atenção básica se começarem a sentir sintomas da dengue, que incluem febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos.

Assim que chegam ao polo, os pacientes têm uma amostra do sangue recolhida para a confirmação do diagnóstico, que é dado cerca de uma hora depois da coleta. No local, também há cadeiras e macas para hidratação venosa e oral.

A equipe de saúde, formada por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, fará também a classificação da gravidade do quadro. Os quadros mais graves serão encaminhados para internação como “vaga zero” (emergência), através da Central Municipal de Regulação.

O plano de contingência também prevê a destinação de leitos exclusivos para a internação desses pacientes. No Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, por exemplo, que funciona como uma unidade de referência inicial, foram separados 20 leitos.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Mariana Pitasse