PERNAMBUCO

Homem da Meia-Noite pede demarcação de terras indígenas no Carnaval de Olinda

O boneco que faz referência ao Homem da Meia-Noite estava com trajes com mensagens sobre a luta dos povos indígenas

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
O bloco surgiu em 1931 e, desde 2006 é considerado Patrimônio Vivo de Pernambuco - Reprodução/Instagram/Homem da Meia-Noite

Neste sábado (10), o tradicional bloco do Homem da Meia-Noite homenageou os povos originários em seu 92º desfile, em Olinda, em Pernambuco. Com o tema “Terra Indígena”, o povo Xukuru do Ororubá, de Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, o Caboclinho Sete Flexas e o cantor Marron Brasileiro representaram a homenagem durante o desfile.  

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O boneco que faz referência ao Homem da Meia-Noite estava com trajes com mensagens sobre a luta dos povos indígenas no Brasil, como a demarcação de terras. “Demarcação já! Salve a mata. Democracia é demarcar território. Povos indígenas diversos. Pernambuco terra ancestral” foram algumas das frases.  

Outro elemento importante para a construção do tema foi a frase “Brasil, terra indígena”, estampada no fraque branco do boneco. Um colar de palhas do Sertão, utilizado bastante no artesanato indígena, também apontava para a riqueza da região. 

O desfile percorreu as ruas do Sítio Histórico de Olinda e, no final, o boneco entregou as chaves da cidade para o bloco Cariri Olindense, que abre o domingo de Carnaval.  

O bloco surgiu em 1931 e, desde 2006 é considerado Patrimônio Vivo de Pernambuco. O seu aspecto mais marcante é o fato de não se tratar apenas de um boneco, mas de um calunga, considerado um elemento sagrado dos Candomblés do estado pernambucano. 

 

 

 

 

Edição: Rodrigo Durão Coelho