letalidade policial

‘Cessar-fogo na Baixada Santista’: movimentos convocam ato nesta segunda (18) pelo fim da Operação Verão em SP

Contra o racismo e a violência policial, ato é às 18h no Largo São Francisco, ao lado da Secretaria de Segurança Pública

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Moradoras da Baixada Santista denunciam viver em um território que está sob uma “operação chacina” | Crédito: Gabriela Moncau

Entidades do movimento negro, abolicionista e de familiares de vítimas da violência do Estado convocam para um protesto nesta segunda-feira (18) na capital paulista, exigindo o fim da Operação Verão na Baixada Santista. Também chamada de Operação Escudo, a intervenção policial já matou 47 pessoas desde 7 de fevereiro, quando se intensificou como resposta à morte do sargento Samuel Wesley Cosmo, da Rota. A concentração do ato está prevista para às 18h no Largo São Francisco, no centro. 

A manifestação acontece ao lado da Secretaria de Segurança Pública do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele e Guilherme Derrite, ex-policial da Rota que está à frente da pasta, defendem a lisura das ações da polícia nesta que é a mais letal operação institucional das forças de segurança de São Paulo desde o massacre do Carandiru, em 1992.

Moradores da região, a Ouvidoria da Polícia e entidades de defesa de direitos humanos apresentam, sistematicamente, denúncias e relatórios afirmando que a Polícia Militar está praticando execuções sumárias e tortura nas cidades de Santos, São Vicente e Cubatão. A respeito do encaminhamento destas denúncias à ONU, o governador Tarcísio declarou: “não estou nem aí”.  

Organizadores do protesto, que leva o nome “Pelo fim da violência e do racismo policial”, pretendem oficializar uma cobrança de providências ao Ministério Público Estadual e Federal, ao ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e ao presidente Lula (PT).  

“O ato também é um momento de solidariedade e repúdio à violência sofrida por entregadores de aplicativo e motoboys que já somam mais de 13 mil denúncias só em 2024, incluindo crimes de racismo, agressão física e psicológica”, acrescenta a nota de convocatória. 

A perseguição de agentes de segurança públicos e privados contra rappers, slammers e artistas também é citada, a partir do exemplo de MC Kisha, artista negra que no último dia 10 de março chegou a ter a raiz das tranças arrancadas ao ser agredida por seguranças da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Entre as organizações que convocam o protesto estão Uneafro, Movimento Negro Unificado (MNU), Amparar, Frente pelo Desencarceramento de SP, Instituto de Referência Negra Peregum, Centro de Direitos Humanos e Educação Popular do Campo Limpo, Marcha das Mulheres Negras SP, Movimento Quilombo Raça e Classe, Fórum em Defesa da Vida, os mandatos Bancada Feminista (PSOL) e Quilombo Periférico (PSOL), entidades do PT, o PSTU e a Unidade Popular (UP).  

“Trata-se de uma manifestação da sociedade paulista contra a política de segurança pública genocida do governo de São Paulo, sob o comando de Tarcísio de Freitas”, afirmam na convocatória.  

Editado por: Lucas Estanislau

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