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Justiça dá 72 horas para prefeitura de São Paulo explicar afastamento de diretores de escolas municipais

Gestão de Ricardo Nunes recuou da retirada de 25 diretores de escolas municipais para curso obrigatório de atualização

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Cinco escolas selecionadas pela gestão Nunes não possuem dados de Ideb 2023 registrados | Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Justiça do Estado de São Paulo decidiu que a prefeitura da capital precisa explicar, dentro de prazo de 72h, o motivo do afastamento de 25 diretores de escolas municipais para um curso obrigatório de atualização. Antes mesmo do pedido, a gestão de Ricardo Nunes (MDB-SP) já havia recuado da decisão.

O Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep) vinha se manifestando contrariamente à decisão da prefeitura desde o início do caso, no final da semana passada.

“Nos colocamos frontalmente contra o processo de intervenção nas escolas. Apontamos o impacto psicológico, a violência que tá sendo causada”, afirmou João Gabriel Buonavita, presidente do Sindsep quando a prefeitura recuou da decisão, na quinta-feira (29)

A decisão da Justiça foi tomada pela 11º Vara da Fazenda Pública e responde a uma ação movida pela Bancada Feminista do Psol, mandato coletivo na Câmara Municipal de São Paulo.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SME) disse que “o projeto Aprimorando Saberes está mantido com a participação dos 25 diretores convocados”. A pasta afirma ainda que, em reunião realizada com os sindicatos que representam os servidores, “manteve aberto o diálogo para aprimoramento e organização do cronograma, que vai de junho a dezembro”. A prefeitura afirma que uma reunião com os diretores convocados e representantes dos sindicatos está agendada para segunda-feira, dia 02/06.

Editado por: Rodrigo Durão Coelho

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