de olho em 2026

Rodrigo Bacellar assume governo do Rio durante licença de Castro do Palácio Guanabara

Dança das cadeiras abriu caminho para político fluminense viabilizar sucessão

No audio source provided.
Governador em exercício, Bacellar é considerado um dos mais influentes do centrão fluminense | Crédito: Alex Ramos/Alerj

Nesta segunda-feira (16), o governador Cláudio Castro (PL) entra de licença para viajar com a família. Durante os próximos dez dias, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), assume interinamente o governo do estado após o  ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB) deixar o cargo para se tornar membro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

É a primeira vez que Bacellar, pré-candidato ao governo do Rio, assume o Palácio Guanabara após a dança das cadeiras no governo de olho nas eleições em 2026. O governador em exercício vai cumprir agenda em Campos dos Goytacazes, seu reduto no norte fluminense e maior colégio eleitoral no interior. 

A agenda busca amparar a pré-candidatura de Bacellar ao governo do Rio a partir dos seus feitos na segurança pública. Ele vai inaugurar um destacamento do Corpo de Bombeiros e lançar a pedra fundamental de uma nova policlínica da Polícia Militar (PM) no município.

:: Quer receber notícias do Brasil de Fato RJ no seu WhatsApp? ::

Na última semana, seu possível adversário na disputa eleitoral, Eduardo Paes (PSD) participou de discussões sobre a PEC da Segurança no Congresso Nacional. Os pré-candidatos disputam protagonismo da segurança pública, considerada central nas eleições para o governo do estado. 

Na esteira dos esforços para contemplar o tema, o prefeito do Rio sancionou a regulamentação da Guarda Municipal Armada. O grupamento será chamado de Divisão de Elite e os agentes foram autorizados a ter porte de arma em tempo integral.

Dança das cadeiras

Castro já disse em entrevistas que tem intenção de disputar uma cadeira para o Senado Federal. Para que se confirme, o governador precisa renunciar até abril de 2026. O ex-vice Thiago Pampolha era o então candidato de continuidade, mas renunciou para assumir uma vaga como conselheiro do TCE.

A indicação foi criticada como manobra política para ampliar a influência do governo no órgão de fiscalização, mas teve apenas cinco votos contrários na Alerj. Fato é que a medida abriu caminho para Bacellar viabilizar a sucessão ao governo do Rio. 

O político fluminense é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e foi um dos investigados no caso de desvios na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj).

Editado por: Clivia Mesquita

|

Newsletter