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Cuba condena presença militar dos EUA no Caribe e chama justificativa antidrogas de mentira

País denuncia EUA como maior consumidor de drogas do mundo e denuncia uso de narrativa de combate ao narcotráfico

28.ago.2025 às 19h41
Havana (Cuba)
Gabriel Vera Lopes
Cuba condena presença militar dos EUA no Caribe e chama justificativa antidrogas de mentira

Um homem passa diante de uma bandeira do Movimento 26 de Julho pintada em um prédio em homenagem ao 72.º aniversário do ataque aos Quartéis Moncada em 1953, na província de Ciego de Ávila, Cuba, em 23 de julho de 2025. (Foto de YAMIL LAGE / AFP)

O governo cubano classificou o deslocamento militar dos Estados Unidos no sul do Caribe como uma “demonstração agressiva de força” que ameaça a soberania e a autodeterminação dos povos latino-americanos. Assim declarou o Ministério das Relações Exteriores de Cuba em comunicado publicado nesta quinta-feira (28).

A declaração do governo cubano ressalta que a medida da Casa Branca “ignora o compromisso dos 33 países membros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos de proclamar a região como Zona de Paz”. Além disso, considera como “pretexto absurdo e sem fundamento” as acusações feitas pelo governo de Donald Trump contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, a quem tentar vincular ao narcotráfico.

O posicionamento oficial de Havana ocorre após o recente deslocamento militar ordenado pelo governo de Donald Trump no sul do mar do Caribe, próximo às costas da Venezuela. Sob a suposta justificativa de “combater o narcotráfico”, trata-se da maior mobilização militar na região em décadas, envolvendo três navios destróieres e cerca de 4.500 soldados.

Essa ação coincide com as acusações da Casa Branca contra o presidente Nicolás Maduro, a quem — sem apresentar evidências — apontam como líder do “Cartel dos Sóis”, organização que, em 25 de julho, o Departamento de Estado dos EUA classificou como “grupo terrorista internacional”.

“Os governantes em Washington descartam irresponsavelmente a avaliação de sua própria Agência de Controle de Drogas (DEA) que, em seu relatório deste ano, não menciona o Governo da Venezuela entre os autores ou facilitadores de operações de tráfico de drogas que ameaçam o território norte-americano”, diz trecho do comunicado do governo cubano.

Havana denuncia que Washington recorre novamente à mentira “para justificar a violência e o saque”, enquadrando o deslocamento militar como uma tentativa renovada de impor a Doutrina Monroe. Ao mesmo tempo, alerta que falácias desse tipo já foram usadas no passado para justificar guerras, citando como exemplo a invasão do Iraque sob o argumento das supostas armas de destruição em massa, que provocou “a morte de centenas de milhares de cidadãos e o deslocamento forçado de número semelhante”.

“O maior mercado de entorpecentes da região e, possivelmente, do mundo”

No dia 7 de agosto, em meio à severa crise enfrentada pelo governo de Trump devido ao surgimento de fotos que o vinculavam ao escândalo Epstein, o Departamento de Estado dos Estados Unidos — liderado pelo ultradireitista Marco Rubio — anunciou que dobraria a recompensa por “informações que levem à prisão de Maduro”, elevando-a para US$ 50 milhões e acusando-o, sem apresentar provas, de ser “um dos maiores narcotraficantes do mundo”.

Diante das ações contra o governo venezuelano, Havana destacou o Relatório Global de Drogas 2025, emitido pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, que apontou os Estados Unidos como “o maior mercado de entorpecentes da região e, possivelmente, do mundo”.

O comunicado indica que “é fato bem conhecido” que no país se concentram “as maiores redes de estímulo ao consumo, garantia de distribuição, facilitação do tráfico, cobrança e acumulação de vultuosos lucros”, os quais ainda são lavados em sua economia “com relativa impunidade, sem que haja um esforço sério e efetivo do governo para impedir”.

Além disso, a ilha caribenha afirma que os enormes lucros advindos do narcotráfico nos Estados Unidos “incitam a criação e operação de redes de tráfico de drogas na América Latina e no Caribe”, enquanto a indústria de armas do país — “com seus privilégios descontrolados para comercialização” — alimenta o poder de fogo das organizações criminosas da região. Havana alerta que a falta de atenção do governo estadunidense às causas internas que geram esses flagelos “só agravará seu impacto regional”.

Em contraste, Cuba reafirma seu compromisso com uma “luta honesta e eficaz contra o tráfico ilícito de drogas”, bem como com a defesa da soberania nacional e da estabilidade da América Latina e do Caribe.

Da mesma forma, o comunicado “denuncia com igual firmeza” a possível intenção de utilizar os fluxos migratórios irregulares para “transformar as águas do mar do Caribe em zona de guerra”, advertindo que “ninguém com o mínimo de bom senso e honestidade acredita que a dimensão das tropas, a tecnologia militar, os meios navais, incluindo submarinos nucleares, e o potencial de fogo” empregados pelos Estados Unidos tenha relação com o combate ao narcotráfico, ao crime organizado ou aos fluxos migratórios.

A declaração conclui com um chamado para denunciar a “força imperialista”, retomando as palavras do presidente Miguel Díaz-Canel, na recente cúpula extraordinária da ALBA-TCP, realizada em 20 de agosto, quando alertou que essas manobras buscam reativar a Doutrina Monroe e colocam em risco a paz regional.

Editado por: Maria Teresa Cruz
Tags: cubaeuaguerra às drogasnarcotráfico
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