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Carbono Oculto

‘Os bandidos mais perigosos usam terno e gravata’, diz advogado sobre operação contra crime organizado

José Carlos Portella Júnior aponta falta de regulação financeira como brecha para lavagem de dinheiro

28.ago.2025 às 19h24
São Paulo (SP)
Adele Robichez, José Bernardes e Larissa Bohrer
Operação Carbono Oculto

- Policia Federal/divulgação

Uma das maiores operações contra o crime organizado no país, a “Carbono Oculto”, revelou como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentavam bilhões de reais por meio de postos de combustível, usinas e fundos de investimento. A rede utilizava fintechs e instituições de pagamento que operavam fora do sistema bancário tradicional, o que, para o advogado criminalista José Carlos Portella Júnior, expõe um vazio regulatório no Brasil.

“Essa participação do PCC, usando do sistema financeiro legal para fazer a lavagem de dinheiro, usando dessas chamadas fintechs, [mostra] que operam num vazio legislativo, num vazio regulatório completo. Isso facilita esse tipo de conduta de lavagem de dinheiro”, afirma, em entrevista Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

O criminalista avalia que a resistência de setores financeiros e políticos a qualquer tentativa de controle dificulta o enfrentamento a esquemas dessa dimensão. “Qualquer tentativa mínima de fazer uma regulação dessas transações de grande valor há um contra-ataque ferrenho de setores ligados ao sistema financeiro”, diz.

Ele cita ainda que propostas como a do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de enquadrar fintechs na cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), enfrentam forte pressão do mercado. “Sempre há um contra-ataque, afirmando muitas vezes que os investidores não vão mais operar no país por causa de excesso de regulação. Foi esse o discurso que nos anos 90 levou ao modelo de privatizações e retirada de marcos regulatórios”, critica.

‘Não é só prender três ou quatro pessoas’

Para Portella, o combate ao crime organizado não se resolve apenas com ações policiais. Ele defende políticas sociais para reduzir a atratividade das atividades ilícitas. “O combate a esse tipo de mercado vai além de uma mera resposta penal. Prende-se três, quatro, cinco pessoas e acha-se que, com isso, está combatendo o tráfico”, aponta.

“Não é uma vida fácil estar numa vida em que você é explorado por alguém que está acima de você numa organização criminosa, te ameaçando, podendo até te matar. Ofertar a essas pessoas segurança de renda, educação, saúde, segurança social, torna esse mercado não atrativo”, argumenta.

Segundo ele, a estratégia atual só amplia a violência. “Esse combate militar gera outros crimes, que é a violência policial, mortes nas comunidades, pessoas baleadas todos os dias. É uma política desastrosa, porque só traz mais desespero e mais violência”, analisa.

Postos de combustíveis e corrupção fiscal

O advogado destacou ainda que o uso de postos de gasolina para lavagem não é novidade e se relaciona à falta de fiscalização. “É um setor muito cartelizado […] e as agências de fiscalização não autuam. Isso facilita o uso desse tipo de expediente, de usar de um posto de gasolina para lavar o dinheiro”, indica.

Portella lembra episódios como a Operação Publicanos, no Paraná, que revelou corrupção de fiscais da Receita. “No lugar de autuar esses estabelecimentos, deixavam passar em troca de propina. Isso também facilita a lavagem de dinheiro, por óbvio”, ressalta.

‘Bandidos de verdade estão na Faria Lima’

Questionado sobre os impactos da operação, Portella foi cauteloso. Ele lembra que casos como o Banestado, que envolveu remessas ilegais de bilhões de dólares ao exterior, e o escândalo do banqueiro Salvatore Cacciola, ligado a fraudes cambiais nos anos 1990, não resultaram em avanços significativos na regulação. “Sempre há esse debate quando a notícia está quente, mas passam-se anos e vêm novos escândalos. Eu sou pessimista de que isso vá reverter em alguma política mais expressiva”, lamenta.

O advogado acredita que os chefes do crime organizado estão no topo da cadeia econômica. “Os bandidos de verdade, os mais perigosos, usam terno e gravata e estão na Faria Lima, não são aqueles que estão na pista vendendo crack na comunidade. Esses são explorados, a massa desvalida absorvida pelo mercado ilegal”, conclui.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 9h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Felipe Mendes
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