A 48ª Expointer, que acontece de 30 de agosto a 7 de setembro em Esteio (RS), será palco não apenas de exposições e negócios, mas também de anúncios e debates decisivos para o futuro da agropecuária no estado. O Pavilhão da Agricultura Familiar, espaço mais visitado da feira, terá número recorde de expositores: 456 empreendimentos entre agroindústrias familiares, artesanato e estandes de flores, plantas e mudas.
Entre os destaques na programação da Expointer estão medidas de apoio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aos setores de arroz e feijão, o lançamento de um painel inédito sobre agrotóxicos no Rio Grande do Sul, estudos sobre impactos da crise climática na produção e o seminário sobre transição do modelo de produção na agricultura familiar.
Na segunda-feira (1º), às 10h30, a Conab anunciará medidas de incentivo à safra de arroz 2025/2026, além de confirmar pagamentos a agricultores que venderam arroz por meio de Contratos de Opção de Venda (COV). Já na quarta-feira (3), às 10h, serão apresentadas medidas para a comercialização da safra de feijão 2024/2025, voltadas a agricultores, cooperativas, beneficiadores e comerciantes.

Os dois anúncios contarão com a presença do presidente da Conab, Edegar Pretto, de diretores e técnicos da estatal, além de representantes de entidades ligadas aos setores. Ao final, haverá coletiva de imprensa para detalhamento das ações no estande do Governo Federal, no Pavilhão Internacional.
Painel inédito sobre agrotóxicos
Ainda na segunda-feira, às 15h, fiscais agropecuários lançam o Painel Interativo dos Agrotóxicos (2018–2023) e o primeiro Boletim Técnico da Defesa Vegetal, no estande do governo do Rio Grande do Sul, no Pavilhão Internacional. As publicações reúnem dados sistematizados sobre prescrição, comercialização e uso de agrotóxicos no estado, com base no Sistema Integrado de Gestão de Agrotóxicos (SIGA).
Participam Ricardo Augusto Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal, Rafael Friedrich de Lima, chefe da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários, e Paulo Victor Rysdyk da Silva, chefe substituto da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal. Segundo a Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro), a categoria é essencial para coibir a venda ilegal, fiscalizar estabelecimentos e proteger a saúde da população e a sustentabilidade agrícola.
Medidas sobre crise climática
Na quinta-feira (4), às 13h30, o Ministério da Agricultura e Pecuária no Rio Grande do Sul (Mapa/RS) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentam resultados preliminares de pesquisas sobre impactos da crise climática na agropecuária e estratégias de adaptação climática e resiliência agroecológica.
O painel “Agropecuária gaúcha, passado, presente e futuro: como se adaptar, reduzindo impactos e mantendo a produtividade?” reunirá consultores e pesquisadores para debater prejuízos já sentidos no campo, vulnerabilidades da infraestrutura rural e medidas de mitigação.

Entre os palestrantes estão o geógrafo Henrique Cunha, a economista Bruna Campos, a pesquisadora da Embrapa Rosane Martinazzo, além do superintendente do Mapa/RS, José Cleber Souza, e do diretor-executivo de Pesquisa da Embrapa, Clenio Pillon.
Seminário sobre agricultura familiar
Na mesma quinta-feira, às 15h, o seminário “Transição do Modelo de Produção na Agricultura Familiar: Inovação e Sustentabilidade a partir do Método SPDH+” acontece no auditório da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), no Parque de Exposições Assis Brasil.
O encontro reunirá lideranças, especialistas, agricultores e representantes do poder público para discutir alternativas ao modelo produtivo atual, com foco em um caminho mais justo e sustentável. Ao fim, será servido um café colonial da agricultura gamiliar, reunindo produtos e sabores tradicionais de diferentes regiões do estado.
No evento, Douglas Cenci, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar no Rio Grande do Sul (Fetraf-RS) vai abordar o tema “Consequências do modelo atual e construção de um novo modelo mais justo”. Depois, Joel Tomasi, do Instituto de Capacitação e Assessoria em Agricultura Familiar de Santa Catarina (Icaf-SC), fala sobre “Método SPDH+ para a Transição Massiva e Sustentável”. Fernanda Machiaveli, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, e o deputado estadual Pepe Vargas (PT) tratam do tema “Papel e ações do poder público na transição do modelo produtivo”.
Pavilhão da Agricultura Familiar
Dos 456 empreendimentos confirmados, 355 são de agroindústrias familiares, cerca de 78% do total. Também estarão presentes 70 estandes de artesanato ─ incluindo oito indígenas e dois quilombolas ─ e 31 voltados a flores, plantas e mudas. Entre os expositores, destacam-se 68 jovens com até 30 anos, 146 mulheres à frente dos negócios e 70 participantes estreantes na Expointer.
O público poderá acessar uma ampla diversidade de produtos, como queijos, embutidos, pães, doces, mel, pescados, vinhos, cachaças, sucos, frutas desidratadas, ovos, licores, erva-mate, grãos e cervejas artesanais. O espaço terá ainda praça de alimentação com sete cozinhas ligadas às agroindústrias familiares, além de artesanato feito em lã, fibras vegetais, couro, madeira, porongos e cutelaria tradicional.
A programação completa da Expointer poder ser conferida através deste link.