Guerra da Ucrânia

Rússia realiza grande ataque na Ucrânia e gera apagão em diversas regiões do país

Moscou confirma bombardeio e alega que foi uma resposta a ataques ucranianos em território russo; uma criança morreu

Policiais ucranianos em frente a um prédio residencial, danificado após ataques massivos de mísseis russos à capital ucraniana, Kiev, em 10 de outubro de 2025
Policiais ucranianos em frente a um prédio residencial danificado após ataques massivos de mísseis russos à capital ucraniana, Kiev, em 10 de outubro de 2025 | Crédito: Genya Savilov/AFP

A Rússia realizou um ataque combinado com mais de 450 drones e mais de 30 mísseis na madrugada desta sexta-feira (10) na Ucrânia, tendo a infraestrutura energética do país como alvo. Segundo a AFP, um menino de sete anos morto na região de Zaporizhzhia. O ataque aconteceu um dia após a Rússia havia anunciado a paralisação das negociações por paz entre os dois país.

O ataque em larga escala atingiu instalações de energia em várias regiões da Ucrânia, sendo que a situação de falta de energia foi mais grave nas regiões de Kiev, Kharkov, Sumy, Poltava e Chernigov, onde houve cortes de energia emergenciais.

A parte da margem esquerda da capital de Kiev ficou sem energia durante a noite, atingindo aproximadamente 28 mil pessoas nos distritos de Brovary e Boryspil, de acordo com o chefe da Administração Militar Regional da capital, Mykola Kalashnik,

Além disso, de acordo com o vice-primeiro-ministro ucraniano, Oleksiy Kuleba, 4 mil casas em Kiev permaneciam sem água na tarde desta sexat-feira (10).

O Ministério da Defesa russo confirmou o ataque massivo à infraestrutura energética ucraniano e alegou que a operação foi uma resposta aos ataques de Kiev a alvos civis na Rússia.

De acordo com a pasta, as Forças Armadas russas lançaram um ataque massivo usando mísseis terrestres e aéreos, incluindo mísseis hipersônicos Kinzhal, bem como drones de ataque, contra instalações de infraestrutura energética “que apoiam a operação de empresas do complexo militar-industrial ucraniano”.

Editado por: Luís Indriunas

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