Na noite desta quarta-feira (15), foi realizada a cerimônia do Prêmio Amrigs de Jornalismo 2025, promovida pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs). O jornalista e fotógrafo do Brasil de Fato RS Jorge Leão foi contemplado em duas categorias: Fotojornalismo, com a imagem Rastreando esperança, em segundo lugar, e no Online, com a matéria Casa dos Raros: pioneirismo na América Latina transforma realidade de pacientes com doenças raras, em terceiro lugar. A reportagem sobre a Casa dos Raros teve coautoria da jornalista Fabiana Reinholz.
A iniciativa da Amrigs reconheceu trabalhos jornalísticos que contribuem para a conscientização da sociedade sobre a complexidade e os avanços da prática médica. Foram selecionadas produções publicadas entre 11 de agosto de 2024 e 10 de agosto de 2025, em diferentes formatos e veículos de comunicação de todo o Brasil. Em 2022 o Brasil de Fato RS foi premiado em terceiro lugar no prêmio com a matéria Brasil, um país sem políticas públicas para enfrentar as sequelas da covid.
O presidente da Amrigs, Dr. Gerson Junqueira Jr., abriu a cerimônia saudando os finalistas e convidados e destacou a relevância do prêmio, que, segundo ele, está consolidado nacionalmente. “Os Prêmios Amrigs 2025 estão consolidados em todo o Brasil. Recebemos inscrições de todas as regiões do país, tanto para o Prêmio de Jornalismo quanto para o de Melhores Práticas da Medicina”, afirmou.
Ele ressaltou que a iniciativa reforça o compromisso da Amrigs com a excelência, seja na comunicação em saúde, por meio de uma imprensa livre e responsável, seja na promoção de inovação e impacto social.

O Prêmio de Jornalismo, em sua sexta edição, abordou o tema “Desafios da Medicina: Formação, Inovação e Fake News”, enquanto o Prêmio de Melhores Práticas da Medicina, na quinta edição, reconheceu projetos de qualidade e inovação que geram resultados efetivos. “Mais do que reconhecer boas práticas, queremos valorizar iniciativas que impactam a vida dos pacientes e fortalecem a medicina, tanto no setor público quanto no privado”, destacou o presidente.
Para Jorge Leão, a premiação representa o reconhecimento de um esforço coletivo e de uma trajetória pautada pela seriedade e pela sensibilidade nas pautas abordadas pelo veículo. “É um reconhecimento coletivo do trabalho sério que fazemos”, afirmou o jornalista.
Segundo ele, a reportagem sobre a Casa dos Raros nasceu de uma pauta antiga, retomada após a mudança do tema do prêmio. “Esse prêmio, que reconhece matérias na área da medicina, havia lançado o tema antes da enchente. Eu e minha colega, a Fabiana, já tínhamos pensado em fazer uma pauta sobre a Casa dos Raros, indicada por um amigo que nos passou o contato do doutor Roberto Giugliani. Ele nos explicou o trabalho e vimos que era uma matéria muito interessante, voltada à inovação”, contou.
Com a enchente e a mudança temporária do tema do prêmio, que passou a abordar as mudanças climáticas, a equipe acabou produzindo outra matéria. “Mas, quando o tema original voltou, decidimos retomar a ideia. Foi uma experiência incrível. A Casa dos Raros realiza um trabalho impressionante de rastreamento e diagnóstico de doenças raras, com alta tecnologia e uma equipe extremamente competente. Eu mesmo desconhecia a dimensão desse trabalho”, relatou Leão.
Sobre o reconhecimento, o jornalista destacou o valor simbólico da premiação. O prêmio é uma consequência da boa história que contamos. É um reconhecimento simbólico, uma valorização do nosso esforço. Fomos finalistas em fotojornalismo e na categoria Mídia Online. É muito importante quando profissionais da imprensa independente recebem essa visibilidade, porque mostra que fazemos um jornalismo sério, real”, afirmou.
Leão também ressaltou o caráter coletivo da conquista. “Os prêmios mostram o que é o Brasil de Fato. Temos uma equipe muito boa, com a editora-chefe Katia Marko e toda a redação. É um prêmio coletivo, não de uma única pessoa, porque o Brasil de Fato somos todos nós. Que venham muitos outros prêmios pela frente”, concluiu.
Na categoria Online, o primeiro lugar ficou com a matéria “Proibida no Brasil, ‘pílula do câncer’ é vendida em grupos na internet; médicos alertam para riscos”, dos jornalistas Lucas Guimarães Abati e Yasmin Luz. O segundo lugar foi para o especial “Entre flores e temores: a vida com Parkinson”, de Karyne Lane Alves Gomes (O Povo+, CE). Na categoria Fotojornalismo, o primeiro lugar foi conquistado por Jonathan Heckler (Zero Hora), e em terceiro Hermes de Paula (GZH).
