Guerra da Ucrânia

Em reunião com Trump, Zelensky propõe trocar drones ucranianos por mísseis Tomahawk

Líder ucraniano se reúne com Donald Trump na Casa Branca para tentar conseguir novos armamentos de Washington

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O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, do lado de fora da Casa Branca, em 17 de outubro de 2025 | Crédito: Andrew Harnik / AFP

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, declarou nesta sexta-feira (17) que Kiev está disposta a fornecer aos EUA “milhares” de drones ucranianos em troca de mísseis de cruzeiro Tomahawk, enfatizando que “a guerra moderna requer um grande número de veículos não tripulados”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, classificou os drones ucranianos como “muito bons” e acrescentou que os próprios EUA precisam dos Tomahawks e outros mísseis que estão sendo enviados a Kiev, mas disse estar aberto a discutir a proposta de Zelenskyy.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, realiza nesta sexta-feira (17) uma visita a Washington para discutir com o presidente dos EUA, Donald Trump, a possibilidade de conseguir o fornecimento de armas de longo alcance para a Ucrânia, em particular, os mísseis de cruzeiro Tomahawk.

Anteriormente, Trump reconheceu a possibilidade de transferir este armamento para a Ucrânia, caso Vladimir Putin não tome medidas para solucionar a guerra.

O presidente russo, Vladimir Putin, por sua vez, indicou que a Rússia atualizaria seu sistema de defesa aérea para interceptar esses mísseis. Ele também observou que a transferência de tais armas levaria à destruição das relações entre Moscou e Washington, ou “pelo menos das tendências positivas emergentes”.

Na reunião desta sexta-feira com o presidente ucraniano, Donald Trump afirmou que Washington não está gastando dinheiro com a Ucrânia, observando que “os europeus estão pagando por tudo”.

“Não estamos perdendo pessoas. Não estamos gastando dinheiro. Estamos sendo pagos por munição, mísseis e tudo o mais que enviamos para a União Europeia, para a Otan”, disse Trump.

Ao ser questionado por jornalistas sobre quais seria a sua posição caso Vladimir Putin não concorde com um cessar-fogo, Trump disse acreditar que o líder russo tem a intenção de pôr um fim à guerra.

“Veremos o que acontece. Acho que o presidente Putin quer acabar com a guerra. Conversei com ele por duas horas e meia ontem e discutimos muitos detalhes. Acho que ele quer que ela acabe. Acho que o presidente Zelensky também quer que ela acabe. Agora precisamos fazer isso”, acrescentou.

Nova reunião entre Trump e Putin

Na véspera, após uma conversa telefônica com o presidente russo, Donald Trump anunciou que está sendo planejada uma nova reunião com Vladimir Putin na capital da Hungria, em Budapeste. A informação foi divulgada pelo próprio líder estadunidense através de uma publicação na rede social Truth Social.

“O presidente Putin e eu nos encontraremos no local combinado, Budapeste, Hungria, para tentar encerrar esta guerra ‘inglória’ entre a Rússia e a Ucrânia”, declarou o presidente dos EUA.

Foi a primeira vez que os dois presidentes conversaram diretamente desde a cúpula no Alasca, em 15 de agosto, quando eles se reuniram para discutir a resolução da guerra da Ucrânia.

Desde então, os contatos entre os dois países esfriaram. Trump vem expressando repetidamente uma frustração com o que considera uma falta de comprometimento de Moscou na busca de pôr um fim no conflito ucraniano. A Rússia, por sua vez, insiste que, para encerrar a guerra, é preciso primeiro resolver o que Moscou considera como “as causas primárias do conflito”.

O assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, por sua vez, confirmou que, durante a conversa telefônica entre os presidentes, foi acordado que os representantes dos dois países começariam imediatamente os preparativos para o encontro entre Putin e Trump.

Editado por: Maria Teresa Cruz

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