Guerra da Ucrânia

Rússia diz que posição dos EUA sobre guerra da Ucrânia ‘mudou radicalmente’

Chanceler russo aponta 'pressão europeia' para que Washington insista em um 'cessar-fogo imediato'

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Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, durante discurso na Assembleia Geral da ONU
Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, durante discurso na Assembleia Geral da ONU | Crédito: Reprodução/ONU

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou nesta segunda-feira (27) que a posição da administração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia mudou “radicalmente”.

De acordo com o ministro, após a cúpula do Alasca, Trump “declarou direta e publicamente que acreditava que não se tratava de um cessar-fogo, mas de uma paz sustentável e de longo prazo”. Lavrov afirma que, agora, trata-se apenas de um cessar-fogo.

“Agora eles estão falando apenas de um cessar-fogo imediato, e aí a história julgará — esta é uma mudança radical”, disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia em entrevista ao canal do YouTube húngaro Ultrahang, citada no site da chancelaria russa.

Segundo o ministro, a mudança de retórica se deve à pressão exercida sobre Washington por aliados europeus. Ele observou que os políticos europeus estão efetivamente forçando o governo estadunidense a exigir um cessar-fogo imediato.

Serguei Lavrov destacou que os Estados Unidos “estão sob uma pressão colossal e incrível dos falcões europeus, Volodymyr Zelensky e outros que não querem nenhuma cooperação entre EUA e Rússia em nenhuma área”.

Após conversas com o presidente ucraniano em 17 de outubro, o presidente dos EUA declarou que “chegou a hora de parar com a matança e fechar um acordo”. Ele propôs o fim das hostilidades na linha de frente. Essa proposta foi apoiada por Volodymyr Zelenskyy, bem como por líderes europeus.

O chanceler russo, por sua vez, afirmou anteriormente que os apelos por um cessar-fogo imediato na Ucrânia contradizem os acordos firmados no Alasca durante a reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin.

A posição de Moscou insiste que interromper as hostilidades agora significaria “esquecer as causas profundas deste conflito”, enfatizando a necessidade de buscar um “acordo de longo prazo”.

Trump e Putin deveriam realizar uma cúpula em Budapeste no final de outubro e início de novembro, segundo o anúncio feito após uma conversa telefônica entre os líderes. No entanto, posteriormente, o presidente dos EUA anunciou o cancelamento da cúpula, enquanto o lado russo falou em “adiamento da reunião”.

Editado por: Nathallia Fonseca

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