O governo chinês confirmou oficialmente nesta quarta-feira (29) o encontro entre o presidente Xi Jinping e seu homólogo estadunidense, Donald Trump, marcado para esta quinta-feira (30) em Busan, segunda maior cidade da Coreia do Sul. Ambos os mandatários estão no país asiático para participar da conferência da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na sigla em inglês), que será realizada de 31 de outubro a 1º de novembro, na cidade coreana de Gyeongju.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, anunciou em coletiva de imprensa em Pequim que os dois líderes trocarão opiniões sobre as relações bilaterais e assuntos de interesse mútuo. Esta será a primeira reunião entre os presidentes desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro, e depois de uma série de tarifas unilaterais dos EUA e medidas de retaliação do governo chinês.
“Estamos dispostos a trabalhar com os Estados Unidos para promover a geração de resultados positivos a partir deste encontro, fornecendo novas diretrizes e injetando novo ímpeto em uma relação China-EUA em constante crescimento”, disse o porta-voz.
Durante o primeiro mandato de Trump (2017-2021), os dois presidentes se reuniram cinco vezes cara a cara. O primeiro encontro ocorreu em abril de 2017 na residência presidencial de Mar-a-Lago, na Flórida, seguido por um encontro à margem da Cúpula do G20 em Hamburgo, na Alemanha, em julho do mesmo ano. Ainda em novembro de 2017, Trump fez uma visita de Estado à China. Os dois líderes voltaram a se encontrar em dezembro de 2018 em um jantar de trabalho às margens da Cúpula do G20 em Buenos Aires, Argentina. O último encontro foi em junho de 2019, também durante uma reunião do G20, desta vez em Osaka, no Japão.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, expressou na segunda-feira (27) a esperança de que ambos os países trabalhem na mesma direção para preparar as interações de alto nível. Em conversa telefônica com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, Wang destacou que as relações China-EUA moldam os rumos do mundo e que uma relação bilateral sólida está alinhada aos interesses de longo prazo de ambos os países. Wang disse que os recentes contratempos nas relações econômicas e comerciais foram abordados nas negociações de Kuala Lumpur, Malásia, que esclareceram posições e fortaleceram o entendimento mútuo.
O encontro em Busan acontecerá após dois dias de negociações entre as delegações dos dois países na capital malaia, onde foi alcançado um consenso preliminar sobre questões comerciais estratégicas. As conversas, lideradas por Li Chenggang, representante comercial internacional da China e vice-ministro do Comércio e pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, abordaram temas como controles de exportação, suspensão de tarifas recíprocas e comércio de produtos agrícolas.
As delegações discutiram controles de exportação, a extensão da suspensão de tarifas recíprocas, incluindo às relacionadas ao fentanil, comércio de produtos agrícolas, e as medidas estadunidenses da Seção 301 impostas aos setores marítimo, logístico e de construção naval chineses.
Além de Li Chenggang e Bessent, participaram das conversas o vice-primeiro-ministro He Lifeng e o representante comercial Jamieson Greer.
*Com informações da CCTV
