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Etapa gaúcha da 2ª Conferência Nacional do Trabalho debate futuro e desafios das relações trabalhistas

Reunião nesta quarta (12), em Porto Alegre, terá a participação do governo, empregadores e trabalhadores

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Conferência está estruturada em dois eixos temáticos: transformações no mundo do trabalho diante das transições tecnológica, ambiental e produtiva; políticas públicas para emprego, trabalho decente e transição justa
Conferência está estruturada em dois eixos temáticos: transformações no mundo do trabalho diante das transições tecnológica, ambiental e produtiva; políticas públicas para emprego, trabalho decente e transição justa | Crédito: Reprodução/Secretaria deTrabalho e Desenvolvimento Profissional

Nesta quarta-feira (12), acontece a etapa gaúcha da 2ª Conferência Nacional do Trabalho (2ª CNT), em Porto Alegre. O evento reunirá representantes de trabalhadores, empregadores e governo para debater os desafios e as perspectivas do mundo do trabalho. A conferência ocorre das 8h às 18h, no Hotel Embaixador, localizado na rua Jerônimo Coelho, 354, no Centro Histórico, e servirá como preparação para a etapa nacional, marcada para março de 2026, em São Paulo.

Coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a 2ª CNT é um espaço tripartite, paritário e democrático, com o objetivo de formular políticas públicas e diretrizes voltadas à promoção do trabalho decente, inclusivo e sustentável em todo o país. Durante o encontro, serão debatidos temas como relações de trabalho, negociação coletiva, qualificação profissional, financiamento de políticas públicas, inclusão produtiva e combate à discriminação.

De acordo com o superintendente regional do Trabalho no Rio Grande do Sul, Claudir Nespolo, a conferência representa “um espaço estratégico de diálogo e proposição”. Segundo ele, o Rio Grande do Sul tem uma história de protagonismo nas relações de trabalho e na promoção do diálogo social. “É uma oportunidade para transformar essa experiência em propostas concretas que contribuam para um mercado de trabalho mais justo, produtivo e solidário”, afirma. 

A realização da etapa estadual ocorre em um momento de retomada das estratégias de desenvolvimento nacional, com investimentos em infraestrutura, neoindustrialização, transição energética e modernização do Estado. Nespolo destaca que o sucesso dessas iniciativas depende da articulação entre governos, setor privado e sociedade civil para enfrentar os desafios do futuro do trabalho.

Histórico

Segundo o diagnóstico do trabalho decente, o estado gaúcho apresenta indicadores positivos em diversas dimensões. A taxa de desocupação caiu de 7,8% em 2019 para 4,2% em 2025, uma das menores do país. O nível de formalização é de 64,3%, o que representa mais de 2,9 milhões de trabalhadores com vínculo formal. A renda média atinge R$ 3.790 (equivalente a 2,4 salários mínimos), e a cobertura previdenciária supera 70%. Além disso, o estado registra taxa de sindicalização de 12,7%, muito acima da média nacional, reforçando a tradição gaúcha de diálogo social.

A 2ª  Conferência Nacional do Trabalho está estruturada em dois eixos temáticos: o primeiro aborda as transformações no mundo do trabalho diante das transições tecnológica, ambiental e produtiva; o segundo discute políticas públicas para emprego, trabalho decente e transição justa. Entre os objetivos específicos estão o fortalecimento do diálogo social tripartite, a promoção da igualdade de oportunidades, a transição da informalidade para a formalidade, e a erradicação do trabalho infantil e análogo ao escravo.

Editado por: Marcelo Ferreira

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