Fraude

PF prende dono do Banco Master e BC decreta liquidação da empresa

Além de Daniel Vorcaro, outras seis pessoas foram alvos de mandados de prisão

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A Polícia Federal (PF) prendeu, no início desta manhã (18), Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No total, os policiais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

Os investigados respondem pelos crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.

O objetivo da operação denominada Compliance Zero é combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras. De acordo com a investigação, “os títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada”.

Paralelamente, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Assim, a compra da instituição financeira por um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de gestão de participações Fictor, fica impossibilitada. A aquisição havia sido anunciada nesta segunda-feira (17), com um aporte inicial de R$ 3 bilhões. 

A liquidação significa que o banco perdeu condições de operar e que, a partir de agora, ficará sob o regime de administração especial temporária. Isso significa que um liquidante – no caso, a EFB Regimes Especiais de Empresas – assume o controle do banco para encerrar todas as atividades financeiras, vender os bens e pagar os credores. 

No ofício, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirma que a liquidação ocorre “em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”.

Antes da Fictor, o Banco de Brasília (BRB) já havia tentado comprar a instituição de Daniel Vorcaro. O negócio foi anunciado em março, mas acabou barrado cinco meses depois pela diretoria do Banco Central. De acordo com a decisão, a proposta não atendeu a requisitos essenciais nem apresentou documentos comprobatórios da viabilidade econômico-financeira.

Editado por: Nathallia Fonseca
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