Neste sábado (22), Porto Alegre será palco do 1º Festival Tem Preta no Sul. O evento vai ocorrer a partir das 14h, na Praça Júlio Mesquita, conhecida como Praça do Aeromóvel. O espaço recebe uma programação dedicada à celebração da cultura negra, em homenagem aos 50 anos do Afro-Sul/Odomodê, referência histórica da arte e da identidade afro-gaúcha. A entrada é gratuita.
Realizado por meio de emenda parlamentar da deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS), o evento marca um momento simbólico de fortalecimento das expressões culturais negras no Rio Grande do Sul. A organização é de Afro-Sul/Odomodê, Rasteira na Fome, Alvo Cultural, Feira Palmares e Instituto Socioeducativo Afrolaboratório, em uma articulação que reúne arte, política, memória e inclusão social.
Para a deputada, o festival representa tanto uma celebração histórica quanto um retorno à comunidade. “O Festival Tem Preta no Sul, além de celebrar o legado riquíssimo e fundamental dos 50 anos do Afro-Sul, também é uma forma de realizarmos uma devolutiva para a comunidade dos diversos projetos que a nossa Mandata apoia e viabiliza. É a demonstração viva da diversidade de ações que construímos, passando pela arte à saúde, da cidadania à tradição dos povos de terreiro, entre tantas outras iniciativas que se somaram com compromisso de valorizar a vida e a história da população negra do Rio Grande do Sul”, destaca.
Com programação das 14h às 22h, o festival reúne apresentações artísticas de diversos coletivos e grupos que ocupam protagonismo na cena cultural negra do estado, entre eles: Afro-Sul Show, Rasteira (Lição Ancestral), Bloco das Pretas, Misturaí, Umbuntu Maracatu, Alvo Cultural (Grafitte), Awon Obirin – Afoxé, Galpão Cultural do Hip-Hop, entre outras apresentações.
A celebração também inclui uma feira com mais de 25 empreendedoras e feirantes negras, oferecendo gastronomia, moda, arte, produtos autorais e itens que expressam a criatividade e a identidade afro-gaúcha.
Segundo a organização, o Festival Tem Preta no Sul “nasce com o propósito de se tornar um marco anual, fortalecendo e visibilizando as expressões pretas e periféricas que mantêm viva a tradição e a potência cultural do povo negro no Rio Grande do Sul”.
