Incerteza

Governo venezuelano pressiona companhias aéreas para retomarem voos a Caracas

Governo deu um prazo de 48 horas para que as empresas retomem as atividades, sob risco de perder a licença de voo

Colombiana Avianca suspendeu voos a Caracas após alerta dos EUA
Colombiana Avianca suspendeu voos a Caracas após alerta dos EUA | Crédito: RAUL ARBOLEDA / AFP

O governo venezuelano tenta normalizar as operações no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, após a Administração Federal de Aviação dos Estado Unidos emitir um alerta sobre uma “situação potencialmente perigosa” no espaço aérea do país, devido ao “agravamento da situação de segurança e ao aumento da atividade militar na Venezuela e em seus arredores”.

De acordo com um comunicado divulgado pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que abriga mais de 300 companhias aéreas, o governo Maduro deu um prazo de 48 horas para que os voos fossem retomados, sob risco de perda da licença para trafegar no espaço aéreo venezuelano. 

“Essa decisão reduzirá ainda mais a conectividade com o país, que já é um dos menos conectados da região”, diz o comunicado. O prazo vence nesta quarta-feira (26). 

Na segunda-feira (24), o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil da Venezuela se reuniu com representantes das principais companhias aéreas que operam no país para discutir a situação. O prazo, de acordo com a IATA, teria sido informado nesta reunião.

Ramón Celestino Velásquez Araguayán, o ministro de Transportes, também esteve presente no encontro. “Aqueles que compareceram [na reunião] manifestaram seu otimismo e destacaram seu compromisso com os passageiros, para garantir a total normalidade das operações com os altos padrões de qualidade e segurança”, publicou Araguayán em suas redes sociais. 

Ao Brasil de Fato, um representante de uma das empresas que suspenderam os voos a Caracas afirmou que a retomada das atividades da companhia depende da retirada do alerta emitido pelos Estados Unidos no último dia 21, que segue vigente. 

As autoridades da Espanha também emitiram, na segunda-feira (24), um alerta sobre os riscos de segurança. 

Apesar dos avisos, o aeroporto continua operando e o espaço aéreo segue aberto. A decisão pela suspensão dos voos depende de cada companhia. 

As venezuelanas Laser e Estelar, por exemplo, continuam operando, ainda que tenham suspendido alguns voos com destino a Madrid, por conta do comunicado das autoridades espanholas. 

As empresas Copa Airlines, do Panamá, as colombianas Wingo e Satena, além da Boliviana de Aviación, da Bolívia, também mantiveram suas operações. 

Por outro lado, os voos da brasileira Gol, da Latam, Air Europa, Plus Ultra, Iberia, TAP, Avianca, e Turkish Airlines estão suspensos. 

Editado por: Nathallia Fonseca

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