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Vereadora do PT aciona MP após parlamentar apoiador de Bolsonaro constranger pessoa em situação de rua em Curitiba

Giorgia Prates criticou em plenário a atitude de Guilherme Kilter, que disse não ter tido 'intenção de expor'

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Vereadora Giorgia Prates (PT)
Vereadora Giorgia Prates (PT) fez discurso crítico à atitude de vereador, que rebateu dizendo que ‘não teve a intenção de expor ou constranger’ ninguém | Crédito: Rodrigo Fonseca/CMC

A vereadora Giorgia Prates (PT) protocolou representações no Ministério Público do Paraná (MP-PR), no Conselho Municipal de Direitos Humanos e na Defensoria Pública do Estado pedindo a investigação da conduta do vereador Guilherme Kilter (Novo). Em um vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar aparece abordando e constrangendo uma pessoa em situação de rua.

Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da População em Situação de Rua, Giorgia afirma que o caso apresenta indícios de violação de direitos, abuso institucional e exposição indevida de uma pessoa em extrema vulnerabilidade.

Antes de formalizar as denúncias, a vereadora se reuniu com representantes dos movimentos Mãos Invisíveis, Reviver, Luta Antimanicomial e Movimento Nacional PopRua. As organizações defenderam a necessidade de responsabilização e de políticas públicas que atuem de forma humanizada.

Na sessão desta segunda-feira (2), na Câmara Municipal de Curitiba, Prates afirmou que a conduta de Kilter nada tem a ver com o que se espera de uma pessoa pública eleita pelo povo. “Aparentemente esse vereador não entendeu ainda o motivo óbvio de estar nessa Casa. Mas qual é, de fato, o papel de vereador? É filmar pessoas vulneráveis, deitar na calçada, levantar, levar as pessoas ao extremo para que elas sejam punidas e presas? Porque perguntar onde você mora para alguém que claramente não tem pra onde ir me parece que não é papel de vereador. E o papel de vereador é legislar, fiscalizar e propor políticas públicas”, disse.

Giorgia reforçou que cabe ao Estado assegurar respeito e acolhimento e não utilizar pessoas em situação de rua para fins políticos ou midiáticos. Ela afirmou ainda que a defesa da dignidade humana “não é negociável” e disse que o mandato seguirá acompanhando o caso até a completa apuração das responsabilidades.

Em seu vídeo, o vereador Guilherme Kilter aparece fazendo inúmeras provocações e perguntas a um rapaz em situação de rua. Quando o morador reagiu, ele chamou a Polícia Militar e deu “voz de prisão” por “desacato”.

Em nota enviada à imprensa, Kilter disse que “sua atuação tem como objetivo mostrar problemas reais da cidade e cobrar soluções do poder público. Em nenhum momento houve intenção de expor ou constranger qualquer pessoa, mas, sim, de evidenciar situações que exigem ação imediata. O mandato já vem trabalhando de forma consistente e estruturada para enfrentar o tema, com projetos de lei que tratam diretamente das causas e dos desdobramentos da situação de rua.”

Editado por: Maria Teresa Cruz
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