DIVERSIDADE

Parada Livre de Porto Alegre chega à 28ª edição com tema ‘Revolte-se!’ e programação ampliada

Antes da abertura oficial, às 10h deste sábado (6), na Redenção, ocorre a segunda edição da corrida drag de pedalinhos

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As atividades começam no dia 5 de dezembro, na Casa de Cultura Mário Quintana, com exibição do curta Xicas e performances
Na última quarta-feira (26), a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou o projeto de lei que declara a Parada Livre Patrimônio Cultural Imaterial da cidade | Crédito: Jorge Leão

Com concentração às 11h no Parque da Redenção, a Parada Livre de Porto Alegre promove sua 28ª edição neste domingo (7), reunindo atividades culturais, serviços públicos e a estreia da Marcha Trans na programação oficia. Antes da abertura oficial da Parada, às 10h, o lago da Redenção recebe a segunda edição da corrida drag de pedalinhos, em que drag queens competem pelo título de Rainha do Pedalinho. As vencedoras serão coroadas no palco principal.

De acordo com os organizadores a edição deste ano reforça o caráter político do ato com o tema “Revolte-se! Parada é protesto”. O evento destaca a função histórica da mobilização como espaço de reivindicação, visibilidade da população LGBTI+ na Capital.

A programação contará com 45 artistas, incluindo drag queens, performances, música e poesia. Organizações da sociedade civil e serviços públicos também estarão presentes oferecendo ações de saúde, acolhimento e orientação. A tradicional passeata está marcada para às 15h, acompanhada por oito trios elétricos que circularão pelo entorno da Redenção.

“Nossas vidas importam”

Organizada por cerca de 20 coletivos e movimentos LGBTI+, a Parada Livre se consolidou como uma das maiores manifestações de diversidade e defesa dos direitos humanos do Sul do país. A escolha do tema responde ao aumento da violência contra pessoas LGBTI+, especialmente mulheres cis, trans e travestis. Em manifesto, a coordenação ressalta que o chamado à revolta se dirige às violações que seguem ocorrendo nas ruas, nas escolas, nas casas e nas instituições públicas.

“Não estamos nas ruas apenas para celebrar, mas para exigir políticas públicas, enfrentar retrocessos e afirmar que nossas vidas importam”, afirma a organização. O grupo reforça que a Parada também permanece como espaço de acolhimento e construção de futuro: “Violência não é exceção, e resistir é uma forma de viver”.

Mutirão da Defensoria Pública

Durante o evento, a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS) realizará um mutirão para atendimentos e orientação jurídica voltado aos direitos da população LGBTQIA+, a partir das 13h. De acordo com a entidade, a equipe estará disponível para atendimentos com foco nos direitos, especialmente ao gênero e retificação de nome, à saúde, à liberdade sexual, à não discriminação, entre outros.

Os interessados deverão comparecer ao local munidos de documento de identidade, CPF, comprovante de renda e comprovante de residência. Em situações que exigem documentação complementar, a DPE/RS fará a devida orientação.

1ª Marcha Trans

A novidade da edição deste ano é a realização da 1ª Marcha Trans de Porto Alegre, integrada oficialmente à Parada Livre. As atividades começam nesta sexta-feira (5), na Casa de Cultura Mário Quintana, com exibição do curta Xicas e performances.

No sábado (6), a programação continua na Ponte dos Açorianos, com rodas de conversa, ações educativas, atividades comunitárias e intervenções artísticas, encerrando com um cortejo até a Usina do Gasômetro. No domingo (7), a Marcha participa da abertura da passeata com oficinas, atrações culturais e caminhada. Toda a programação terá acessibilidade em Libras e audiodescrição.

Na última quarta-feira (26), a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou o projeto de lei que declara a Parada Livre Patrimônio Cultural Imaterial da cidade. De autoria da vereadora Natasha Ferreira (PT), a proposta reconhece oficialmente o valor histórico, cultural, político e social da manifestação.

Editado por: Marcelo Ferreira

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