Elaborado após debates com a participação de cerca de 50 mil gaúchos, o relatório final do Pacto RS 25: O Crescimento Sustentável é Agora foi apresentado na tarde desta segunda-feira (8) no Salão Júlio de Castilhos no 1º andar do Palácio Farroupilha. O evento foi conduzido pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Pepe Vargas (PT), junto com a equipe do Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional.
Pepe Vargas disse que a proposta foi um “verdadeiro desafio para o desenvolvimento do Estado, levando-se em conta a crise climática mundial e o fato de o Poder Legislativo não executar políticas públicas, mas, no entanto, deve se constituir num espaço de debates”.
A titular da Superintendência Administrativa Financeira, Cláudia Bonalume, apresentou um resumo sobre as ações do Plano de Logística Sustentável implantadas ao longo do ano e que impactaram tanto o cotidiano de parlamentares e servidores quanto dos processos administrativos da Casa Legislativa.

Vargas lembrou ainda que paralelamente a todo o processo foi realizado um diagnóstico da situação do Rio Grande do Sul “bastante preocupante”. “Os estudos apontaram que temos baixo dinamismo econômico, redução do crescimento da população, dificuldade de retenção de talentos e uma crise ambiental que afeta diversos setores da nossa economia. Todos esses movimentos resultarão em um documento que servirá de subsídio para se pensar políticas públicas que viabilizem o crescimento de nosso estado”, alertou o presidente do Legislativo gaúcho.
Um relatório extenso e detalhado
O diretor do Fórum Democrático, Ronaldo Zulke, explicou que os dados estarão em dois documentos: o relatório propriamente dito, com 198 páginas que falará sobre a sistemática do Fórum, com seus encontros presenciais e remotos e os instrumentos de participação popular e também sobre as proposições apresentadas. Já o segundo documento será complementar tratando dos conceitos das principais orientações e recomendações. Segundo ele, os dois textos retroalimentaram-se com informações.

Para explicar os resultados obtidos, falou a assessora técnica do Fórum Fernanda Corezola. Ela detalhou os dados: a participação de 5.480 pessoas presenciais, 455 professores pesquisadores universitários, 134 empresas privadas e 35 entidades empresariais, representando ampla diversidade social. Já a plataforma digital registrou um total de 48.290 acessos de 304 municípios gaúchos. Corezola salientou a interface ocorrida entre ciência e sociedade.
O assessor José Miguel Pretto discorreu sobre a situação do RS, citando a perda de dinamismo econômico entre o PIB (Produto Interno Bruto) nacional e da região Sul. Ele também citou que, desde a década de 1970, o RS registra a menor taxa de crescimento populacional no país e que o estado concentra 88% de sua logística no modal rodoviário.
Tarson Núñez, que também trabalhou no assessoramento do processo, destacou uma síntese do Fórum Democrático desenvolvido ao longo do ano, ressaltando a importância da valorização da cultura para os movimentos democráticos e da água e do solo para os processos sustentáveis.
O processo
Cinco grandes debates
- Transição Ecológica
- Sustentabilidade na Indústria, Comércio e Serviços
- Sustentabilidade na Agricultura e Pecuária
- Superação das Desigualdades Sociais e Regionais
- Cultura e Crise Climática
Seis plenárias
Organizadas pela sociedade civil, universidades e Frentes Parlamentares
- Os Desafios da Transição Ecológica
- Mulheres Negras Construindo um Caminho Sustentável
- A Cultura e as Artes como ferramentas para o desenvolvimento sustentável do RS
- Equilíbrio e Equidade, o novo mundo que precisamos não é novo
- Cooperativismo e Economia Solidária
- Inovação Tecnológica e Desenvolvimento Sustentável.
Nove Seminários Regionais
- Um em cada Região Funcional de Planejamento do Estado
- Parceria com os Conselhos Regionais de Desenvolvimento e Universidades.
