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Ao lado de Hugo Motta, Lula dá posse ao novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano 

Após uma série de rusgas entre o Executivo e o presidente da Câmara, aliado de Motta passa a compor o governo

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Lula, ao lado do novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano; atrás, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o ex-ministro Celso Sabino, e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
Lula, ao lado do novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano; atrás, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o ex-ministro Celso Sabino, e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. | Crédito: Ricardo Stuckert/PR

O novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, tomou posse na manhã desta terça-feira (23), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. Ele substitui Celso Sabino (União-PA), que retorna ao mandato na Câmara dos Deputados. 

Durante a transmissão de cargo, Feliciano destacou o papel histórico do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e disse que compor seu governo era “um sonho”. O novo ministro é natural de Campina Grande (PB), formado em direito e atuou como secretário de turismo na Paraíba entre 2019 e 2021.

“Fazer parte do seu governo é um sonho para esse menino de Campina Grande, na Paraíba, minha amada e querida terra, que viu de perto a transposição do São Francisco, essa obra que Vossa Excelência fez e resolveu o problema de falta de água que aterrorizava a cidade de centenas de milhares de habitantes, além de toda a nossa região”, afirmou o novo ministro, defendendo que a atividade turística deve ser acessível para toda a população. “O turismo tem que ser do povo, pelo povo e para o povo”, declarou. “Turismo não pode ser só de rico”, enfatizou Feliciano. Lula não discursou.

De saída do cargo, Sabino agradeceu ao presidente Lula pela confiança e fez um balanço de sua gestão. O agora deputado federal citou avanços econômicos importantes, como a queda da desocupação para 5,4% e a redução da extrema pobreza para “indicadores nunca antes vistos de 3,5%”, disse o ex-ministro. Sabino afirmou ainda que recebeu o ministério com diversas obras paradas e destacou os avanços de sua gestão, como a aprovação do Plano Nacional de Turismo, a ampliação do Conselho Nacional de Turismo e a presidência brasileira à frente da Organização Mundial do Turismo.

“E graças à inegável participação direta do presidente da República na promoção do nosso país no exterior, o Brasil passou a ser reconhecido internacionalmente como país não só de estabilidade econômica, como de estabilidade social e de estabilidade política, despertando em turistas de todo o mundo o interesse em conhecer todos os rincões do nosso país”, disse Sabino, ressaltando o “sucesso” da COP 30 em Belém. “Quando disseram que não haveria infraestrutura, nós demos um show”, afirmou o ex-ministro.

Feliciano é próximo do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e sua indicação é vista como uma tentativa de aproximação do governo com o parlamento. Motta esteve presente na cerimônia desta manhã e se sentou ao lado do presidente da República. No discurso, o deputado agradeceu diretamente ao presidente da República por “atender” à indicação de Feliciano.

“A decisão do senhor de atender a indicação do nome de Gustavo Feliciano demonstra a sua acessibilidade política e a sua capacidade de agregar e de poder trazer ao ministério um paraibano jovem que tem um currículo de dedicação à área do turismo, foi secretário de estado, conhece da área e eu não tenho a menor dúvida que Gustavo, ao assumir o ministério, dará seguimento a todas essas ações que foram aqui elencadas pelo ministro Celso Sabino”, declarou Motta. 

 O presidente da Câmara mencionou os “embates” políticos envolvendo a relação entre Executivo e Legislativo, no entanto, avaliou que o governo termina “melhor do que iniciou”. 

“Não tivemos um ano fácil, foi um ano de muitos desafios e embates, mas um ano que o Congresso Nacional não faltou ao governo do senhor. Tivemos aprovações importantes que dão ao senhor a certeza de que o governo encerra o ano muito melhor do que o iniciou”, disse Hugo Motta, agregando esperar que em 2026 seja mantido o “diálogo de maneira franca, verdadeira, transparente e colaborativa”.

Editado por: Nathallia Fonseca

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