chega de agressões

Rússia reafirma apoio à Venezuela e acusa EUA de pirataria e banditismo

Chancelaria russa emitiu comunicado nesta quinta-feira (25), alertando para o risco de escalada

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O presidente russo Vladimir Putin se reúne com o presidente venezuelano Nicolás Maduro no Kremlin, em Moscou, em 7 de maio de 2025.
O presidente russo Vladimir Putin se reúne com o presidente venezuelano Nicolás Maduro no Kremlin, em Moscou, em 7 de maio de 2025 | Crédito: Alexander Zemlianichenko/Pool/AFP

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, emitiu um comunicado nesta quinta-feira (25) em que acusa os Estados Unidos de pirataria e banditismo, por conta dos ataques contra navios petroleiros que realizam comércio com a Venezuela.

O governo de Donald Trump determinou a perseguição e sequestro de navios petroleiros no mar do Caribe, que estejam sendo carregados com petróleo da Venezuela. Os EUA atuam com base nas sanções ilegais impostas pelo próprio país contra o governo de Nicolás Maduro. Para a Rússia, o bloqueio equivale a um “roubo de propriedade alheia”.

“Hoje, testemunhamos uma completa anarquia no Mar do Caribe, onde o roubo de propriedade alheia — ou seja, a pirataria e o banditismo, há muito esquecidos — estão sendo revividos. Defendemos consistentemente a desescalada e esperamos que o pragmatismo e a racionalidade do presidente dos EUA, Donald Trump, permitam encontrar soluções mutuamente aceitáveis para as partes, dentro das normas jurídicas internacionais”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

Nas últimas semanas, militares dos EUA sequestraram dois navios petroleiros privados que carregavam petróleo venezuelano. Houve notícia de que um terceiro navio estaria sendo perseguido.

A Rússia, que já declarou apoio à Venezuela em outros momentos, reafirmou a posição. “Confirmamos ainda nosso apoio aos esforços do governo de Nicolás Maduro para proteger a soberania e os interesses nacionais, bem como para manter um desenvolvimento estável e seguro do país”, completou Zakharova.

Editado por: Rodrigo Gomes

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