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Caracas registra manifestação contra sequestro de Maduro nesta segunda-feira (5)

No domingo (4), os venezuelanos também foram às ruas contra a interferência estadunidense

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Manifestação em Caracas, na Venezuela, contra o sequestro e a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos
Manifestação em Caracas, na Venezuela, contra o sequestro e a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos | Crédito: Juan Barreto/AFP

Uma manifestação contra o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, foi registrada nesta segunda-feira (5), na capital do país latino-americano, Caracas.

Durante os protestos, os manifestantes afirmam que as ações de Washington violam o direito internacional e a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) ao desrespeitar a soberania venezuelana e recorrer ao uso unilateral da força. 

Entre as palavras de ordem estava a exigência de soltura de Maduro e uma resposta da comunidade internacional sobre o sequestro e a prisão. Os manifestantes também acusaram o governo de Donald Trump de buscar o controle dos recursos naturais venezuelanos, especialmente o petróleo e utilizar acusações infundadas de narcotráfico e terrorismo. 

Neste domingo (4), os venezuelanos também foram às ruas contra a interferência estadunidense. Os manifestantes afirmaram que o ataque não é um episódio isolado, mas parte de uma política sistemática de hostilidade de Washington contra a Venezuela e outros países da região. 

Segundo eles, nos últimos meses os Estados Unidos realizaram operações militares no Caribe, incluindo execuções extrajudiciais justificadas como ações de combate ao narcotráfico, bloqueios navais e a apreensão de carregamentos de petróleo venezuelano, medidas que, segundo as denúncias, ocorreram sem respaldo legal ou autorização internacional.

O que aconteceu?

Na madrugada de sábado (3), os Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar contra a Venezuela, com ataques a alvos civis e militares em Caracas e em outras regiões do país. A operação resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, que foram levados para território norte-americano. Em resposta, o governo venezuelano decretou estado de comoção externa e convocou mobilizações em defesa da soberania nacional.

Nesta segunda-feira, Maduro se declarou inocente perante a Justiça dos EUA durante a sua primeira audiência, em Nova York. “Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente, o presidente do meu país”, disse Maduro. Ao sair da audiência, o presidente da Venezuela respondeu, em espanhol, a uma pessoa do público que era “um presidente sequestrado” e “um prisioneiro de guerra”

O advogado de Maduro, Barry Pollack, informou à imprensa que não pretende pedir a liberdade sob fiança, já que considera a prisão ilegal, mas não descartou fazê-lo posteriormente. Já Mark Donnelly, representante de Flores, denunciou que a esposa do mandatário sofreu ferimentos significativos durante o sequestro, incluindo fortes hematomas nas costelas, e solicitou a realização de exames de imagem e uma avaliação médica. Os advogados falaram também que Maduro enfrenta problemas de saúde.

Editado por: Luís Indriunas

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