O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, reiterou nesta quarta-feira (14) a condenação à agressão dos EUA contra a Venezuela, afirmando que a avaliação fundamental de Moscou sobre a “operação ilegal realizada pelos Estados Unidos permanece válida”.
Segundo o chanceler, tais avaliações “são compartilhadas pela esmagadora maioria dos Estados no mundo, incluindo países do Sul Global e do Leste Global”.
“Nossa posição permanece inalterada. Essa posição é fundamental, baseada nos princípios do respeito à soberania e à integridade territorial de todos os Estados, cujos governos naturalmente representam os interesses de toda a população”, disse Lavrov.
A declaração acotneceu após conversas com a ministra das Relações Internacionais e Comércio da Namíbia, Selma Ashipala-Musavya, durante uma visita a Moscou nesta quarta-feira (14).
O ministro observou que a Rússia e a Venezuela têm uma “longa história de boas relações estratégicas”. “Estamos comprometidos com os acordos que foram alcançados”, acrescentou.
De acordo com ele, a Rússia observa com “grande interesse, preocupação e simpatia” a forma como a liderança venezuelana defende seus direitos e sua independência, demonstrando flexibilidade e expressando disposição para dialogar com os Estados Unidos.
“Não posso prever o que acontecerá a seguir, mas, neste momento, vemos que a liderança venezuelana está defendendo suas prioridades nacionais e sua soberania, bem como a necessidade de participar das relações internacionais como um Estado igualitário, soberano e independente”, afirmou.
Além disso, Serguei Lavrov reiterou que a intervenção dos EUA na Venezuela é uma violação flagrante do direito internacional e do sistema de relações internacionais, referindo-se “não apenas às estruturas das Nações Unidas, mas também aos princípios do modelo de globalização implementado pelos próprios EUA, apelando para slogans como as forças do livre mercado, a concorrência leal, a inviolabilidade da propriedade e muito mais, que agora, como se diz, foram essencialmente por água abaixo”.
“E, em vez de globalização, estamos testemunhando a fragmentação da economia global”, completou o ministro das Relações Exteriores da Rússia.
