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Petro confirma reunião com Trump na Casa Branca em fevereiro

Nos últimos meses, os EUA elevaram a pressão contra a Colômbia, em meio aos ataques contra a Venezuela

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro
Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, tem defendido a integração latino-americana contra ameaças externas | Crédito: Handout / Colombia´s Presidency Press Office / AFP

O presidente colombiano, Gustavo Petro, confirmou que vai se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, na primeira semana de fevereiro. O objetivo do encontro será fortalecer os esforços de colaboração no combate ao tráfico de drogas e reduzir as tensões entre os dois países.

Os preparativos para esta reunião estão em andamento após a visita a Washington do Ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez Suárez. Ele se reuniu com altos funcionários do governo Trump para discutir ações contra o narcotráfico, considerado por ambos os governos um “inimigo comum”.

Trump anunciou na semana passada que receberia Petro na Casa Branca e descreveu como “uma grande honra” ter conversado anteriormente com o presidente colombiano por telefone.

Petro anunciou que apresentará um relatório detalhado sobre o progresso de sua administração no combate aos narcotráfico, com a intenção de que Trump “saiba realmente o que aconteceu na luta que travamos neste governo contra os narcóticos”.

Nos últimos meses, Petro reiterou que Trump não foi informado sobre a forma como a Colômbia está lidando com a situação e que a direita colombiana está obstruindo essas informações para fins políticos.

Ele também condenou o envio de militares dos EUA para o Caribe, sob o pretexto de combater o narcotráfico, e as execuções de pessoas realizadas no mar. O governo Trump alega que os alvos seriam traficantes.

Outros pontos sobre os quais Petro tem questionado o governo estadunidense foram a ameaça militar à Venezuela e o uso da narrativa da existência do Cartel de Soles para atacar a nação bolivariana e sequestrar seu presidente, Nicolás Maduro. Recentemente, o Departamento de Justiça dos EUA retirou a acusação de que Maduro seria líder desse grupo.

O ministro Suárez tem realizado encontros com membros do Ministério da Defesa e outras autoridades do governo Trump como parte dos preparativos para a reunião presidencial. Nesta quarta-feira (14), ele se reuniu com membros do Congresso, com os quais enfatizou a força e a natureza estratégica da relação entre a Colômbia e os Estados Unidos.

Nesses encontros ele tem destacado os esforços de Bogotá no combate ao tráfico de drogas, ressaltando a apreensão de mais de 2.840 toneladas de cocaína, como parte dos resultados obtidos nos últimos anos.

*com informações da teleSur

Editado por: Rodrigo Gomes

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