Ofensiva

PSDB perde seis deputados para o PSD em SP e critica ‘canibalismo’ do partido de Kassab

Com a mudança, o PSD terá a terceira maior bancada da Alesp, com 12 deputados

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Gilberto Kassab
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD | Crédito: Reprodução/Instagram/Gilberto Kassab

O presidente do PSDB paulista, Paulo Serra, chamou de “canibalismo” o movimento do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, de filiar seis deputados tucanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

“Este tipo de ‘canibalismo’ dentro da base do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao meu ver, em nada ajuda na construção de um projeto nacional de Centro”, afirmou nesta quinta-feira (5) em nota divulgada à imprensa. “Lamento profundamente a forma desrespeitosa de cooptação de quadros. Importante destacar que o PSD é da base do PT no governo federal e contribui com um modelo de governo que não funciona mais.”

O deputado federal Aécio Neves, pelo PSDB de Minas Gerais, também criticou o movimento. O parlamentar afirmou que “o Kassab funciona na política como aqueles fundos abutres na economia. Ataca os ativos da empresa para depois comprar na baixa”. 

“É preciso que ele [Kassab] saiba que o PSDB não está à venda. E diferentemente do seu partido, que tem inclusive quadros que eu respeito, o PSDB se prepara para apresentar um projeto para o Brasil. Somos diferentes do PSD, para quem qualquer governo serve, desde que garanta cargos e oportunidades”, afirmou Aécio Neves à Folha de S. Paulo.

“Passamos por uma lipoaspiração, mas vamos voltar ainda mais fortes e coerentes, respeitando a nossa história, apresentando um projeto para o Brasil, sem depender de cargos públicos, ministérios ou verbas e convênios para nos fortalecer”, completou.

No total, Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari, Maria Lúcia Amary, Mauro Bragato e Rogério Nogueira, todos do PSDB, anunciaram o compromisso de filiação ao PSD. Além disso, Dirceu Dalben, do Cidadania, também migrará para a sigla de Kassab. A filiação deve ocorrer no dia 4 de março.

Com a mudança, o PSDB passará a contar com apenas duas cadeiras na Alesp, ocupadas por Bruna Furlan e Carla Morando. Com a saída de Dirceu Dalben, o Cidadania, por sua vez, seguirá representado por Ana Carolina Serra e Ortiz Junior. Já o PSD terá a terceira maior bancada da Alesp, com 12 deputados, ficando atrás apenas do PL, que conta com 20 parlamentares, e do PT, com 17. 

Atualmente, o PSD ocupa a secretaria de Governo e Relações Institucionais com o próprio dirigente partidário e a vaga de vice-governador com Felício Ramuth, além de quatro deputados.

O anúncio ocorre dias depois de o PSD anunciar a filiação dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Marcos Rocha (Rondônia), totalizando seis chefes de executivo estadual pelo país, ao lado de Ratinho Jr. (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Raquel Lyra (Pernambuco). 

A legenda também é a que comanda o maior número de prefeituras no país, com 891 administrações municipais, e mantém uma das maiores bancadas no Congresso Nacional, com 47 deputados federais e 14 senadores.

Editado por: Nathallia Fonseca

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