NA BOA VISTA

Com feijoada e música ao vivo, trabalhadores cristãos do Recife colocam o bloco na rua neste sábado (6)

O Movimento realiza o seu MTC na Folia a partir do meio-dia, com feijoada e show de Siembra; bloco sai às 16 horas

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O grupo musical Coletivo Siembra
O Coletivo Siembra é um grupo artístico musical do Recife | Crédito: Siembra/divulgação

Neste sábado (7), o centro do Recife vai ver passar o bloco de Carnaval de um dos mais tradicionais movimentos populares da cidade. O Movimento de Trabalhadores Cristãos (MTC) começa sua folia ao meio-dia, com uma feijoada acompanhada – a partir das 13h30 – do show musical do Coletivo Siembra. O encontro acontece na sede do movimento, na rua Gervásio Pires, nº 404, no bairro da Boa Vista, área central da capital pernambucana.

A concentração segue até as 16 horas, quando os militantes, amigos, apoiadores e demais foliões seguem celebrando a cultura popular, a amizade e a luta coletiva no centro do Recife. Esta é a 3ª edição do bloco, que propõe um momento de confraternização antes do cortejo carnavalesco, fortalecendo os laços comunitários e reafirmando o Carnaval como espaço de encontro, expressão política e alegria compartilhada.

Ao longo de sua trajetória, o MTC se firmou como um movimento evangelizador, educador, organizado, autônomo e democrático, dirigido pelos trabalhadores e trabalhadoras. O MTC tem origem em 1962, quando foi criado com o nome de Ação Católica Operária (ACO), a partir da iniciativa de antigos militantes da Juventude Operária Católica (JOC).

Presente nas lutas do cotidiano, a organização atua a partir dos locais onde a classe trabalhadora vive e trabalha, buscando transformar a sociedade desde suas bases. Em comunhão com a Igreja Católica, mas com identidade própria, o movimento assume um duplo compromisso: com Jesus Cristo e com a classe trabalhadora. Inspirado pelo dinamismo das lutas sociais, o MTC renova suas formas de atuação ao longo da história, mantendo como horizonte a libertação dos trabalhadores a partir deles mesmos e a construção de uma sociedade mais justa e solidária.

Editado por: Vinicíus Sobreira

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