A onda de feminicídios no Rio Grande do Sul mobiliza a sociedade a buscar ações de enfrentamento e denúncia. Na semana passada, a União Brasileira de Mulheres (UBM Porto Alegre) lançou a campanha “A UBM mete a colher” nas ruas e nas redes, com o objetivo de encorajar a denúncia de casos de violência, fazendo alusão ao ditado ultrapassado “em briga de marido e mulher não se mete a colher”.
Na quarta-feira (11), militantes da UBM/Poa percorreram bares da Cidade Baixa para dialogar com consumidores e donos de estabelecimentos, distribuindo colherinhas com mensagens incentivando a denúncia pelo 180 e fixando cartazes nos locais cujos proprietários concordaram em abraçar a iniciativa.
“A UBM organiza a revolta das mulheres e mobiliza a sociedade, provocando a reflexão e convidando todas e todos a enfrentarem juntos este tema para combater o feminicídio. A denúncia pode salvar vidas”, aponta Camila Mumbach, presidenta da UBM/Poa.
Nas próximas semanas, a campanha deve seguir e se expandir por diversas regiões da cidade.
O número de feminicídios já chega a 16. Em meio ao Carnaval e às festas, é necessário redobrar a atenção. “Queremos que todo mundo esteja em alerta e colabore para tornar os ambientes mais seguros. Vamos meter a colher e seguir cobrando do governo do estado que apresente ações concretas para enfrentar essa onda de violência contra as mulheres”, conclui Cristiane Leite, vice-presidenta da entidade.
