abuso de autoridade

Ministério Público aciona corregedoria da PMDF sobre uso de spray contra deputado

Deputado distrital Fábio Félix (Psol) foi atingido no rosto enquanto conversava com policias

Fábio Felix
Polícia militar jogou spray de pimenta no deputado Fábio Felix no Carnaval do DF | Crédito: Reprodução/Instagram

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) acionou, na quinta-feira (19), a Corregedoria-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) requisitando a instauração de inquérito policial militar para esclarecer as circunstâncias que levaram um policial militar usar spray de pimenta contra o deputado distrital Fábio Félix (Psol) durante um bloco de Carnaval.

O ofício encaminhado pelo MPDFT alega que não há informações suficientes sobre os motivos da intervenção policial nem sobre a justificativa para o uso do agente químico durante o episódio. O órgão afirma ainda que a apuração é necessária para verificar a legalidade e a proporcionalidade da atuação policial, esclarecer os fatos e avaliar a regularidade da conduta dos policiais envolvidos. O pedido deve ser respondido pela corregedoria em até cinco dias.

“Considerando a relevância institucional do fato, a repercussão pública do episódio e a necessidade de fiscalização da legalidade e proporcionalidade da atividade policial, esta promotoria requisita a instauração de inquérito policial militar, com vistas à elucidação das circunstâncias da ocorrência e da regularidade da atuação dos policiais militares envolvidos”, diz o texto.

Relembre o caso

Durante um bloco de Carnaval na última segunda-feira (16), o deputado distrital Fábio Félix foi atingido no rosto por spray de pimenta. A situação teria começado após a prisão de uma das coordenadoras do bloco O Rebu, no Setor Comercial Sul.

Depois de finalizada a ação, o parlamentar se aproximou dos policiais para entender o que havia acontecido. Nesse momento, ele recebe um jato de spray de pimenta diretamente no rosto por um dos agentes. Após o ocorrido, o deputado registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal, abuso de autoridade e desacato.

A comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal, Ana Paula Habka, defendeu a atuação da corporação e disse que o caso será apurado.

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Editado por: Clivia Mesquita

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