na terra

De volta para casa, Artemis 2 já é ser considerada uma missão bem sucedida: ‘Avançamos muito’

Astrofísico Ramachrisna Teixeira explica que objetivo era realizar testes sobre viabilidades de ocupação lunar

No audio source provided.
O foguete que transportava a espaçonave Orion foi lançado na quarta-feira, 1º de abril de 2026, do Edifício de Operações e Suporte II do Centro Espacial Kennedy da NASA, na Flórida
O foguete que transportava a espaçonave Orion foi lançado na quarta-feira, 1º de abril de 2026, do Edifício de Operações e Suporte II do Centro Espacial Kennedy da NASA, na Flórida | Crédito: NASA/Bill Ingalls

A missão Artemis 2, da Nasa, terminou nesta sexta-feira (10) com a reentrada da cápsula Orion na atmosfera e um pouso no mar, no Oceano Pacífico, perto de San Diego, na Califórnia (EUA). Segundo informações oficiais, a chamada reentrada na Terra teve início pouco depois das 20h30 e pousou no mar pouso previsto para 21h08.

Durante essa jornada, a nave enfrentou temperaturas extremas causadas pelo atrito com a atmosfera, sendo protegida por um escudo térmico projetado para suportar o calor intenso. Ao final da jornada, a nave reduziu sua velocidade de aproximadamente 40 mil km/h para apenas 32 km/h, para pousar em segurança na água.

O astrofísico e professor na Universidade de São Paulo (USP) Ramachrisna Teixeira afirma que esse é o momento mais crítico da viagem, especialmente quando a cápsula toca a atmosfera. “É a fase mais perigosa da missão, mas é também uma entrada bem compreendida e controlada pela engenharia espacial. Ou seja, os riscos existem, mas foram minimizados ao longo de todo esse tempo de viagens espaciais”, explica.

Para ele, a missão Artemis 2 volta para casa com os objetivos cumpridos. “O objetivo da missão era testar. E os resultados são positivos”, explica em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

“A ideia desse projeto é instalar uma base lunar ou ter seres humanos na Lua por mais tempo e com mais frequência. E para isso é preciso testar tecnologias. Isso foi testado com muito sucesso e é uma porta que está se abrindo para se estabelecer no espaço, na Lua”, diz.

Teixeira também destaca que, embora imagens do lado oculto da Lua já tenham sido feitas por aparelhos, a captação de registros por humanos também será um ganho no processo de pesquisa do solo lunar.

“A imagem do lado oculto da Lua feita por humanos é diferente, porque você pode estar presenciando algum evento naquele momento, o impacto de um meteorito, você pode conseguir definir um local bom para pouso, até para instalação de instrumentos.”

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Thaís Ferraz

|

Newsletter