falta fiscalização

Festa em local turístico no Haiti termina com 25 mortos e expõe falta de políticas públicas para juventude

Produtora de eventos realizou evento sem autorização prévia e local não comportava público

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Divulgação/United States Army
Citadelle Laferrière é um conhecido ponto turístico no Haiti | Crédito: Divulgação/United States Army

Uma festa realizada na Citadelle Laferrière, um sítio histórico localizado em Milot, ao norte do Haiti, conhecido ponto turístico, terminou com 25 mortos após um tumulto.

Uma produtora de eventos organizou uma festa sem consultar a cidade. Milhares de pessoas chegaram para o evento no final da madrugada de sábado (11), que, contudo, não comportava o número de pessoas. Uma saída de emergência estreita acabou impedindo a evacuação do local quando o tumulto começou e dezenas de pessoas foram pisoteadas.

A correspondente do Brasil de Fato em Porto Príncipe (Haiti) Cha Dafol avalia que a falta de fiscalização é uma das grandes razões pelo ocorrido.

“A primeira denúncia foi essa. As pessoas pagavam para acessar o local, o transporte. As pessoas pagavam como um ingresso de festa. Então organizaram um evento pago em um local gratuito, do Estado, ou seja, estão lucrando com isso”, explica.

“É muito difícil saber exatamente o que aconteceu na hora, porque as pessoas que fazem a segurança da cidadela teriam chamado a polícia quando viram muita gente chegando. Há relatos de que a polícia chegou com muita truculência ao local, usando gás lacrimogêneo e isso causou muito mais pânico na multidão”, relata.

Dafol também destaca a ausência de políticas públicas para a juventude haitiana, em um país atravessado por questões sociais e de segurança muito profundas. “A gente está falando de milhares de jovens que querem se divertir. A gente sempre fala dos jovens que estão nas gangues, da questão da violência, do abandono, da ausência de educação… A gente tem uma juventude que está querendo fazer festa, se divertir. Mas não tem um Estado que se responsabiliza pela sua população. Então é uma tragédia ainda mais impactante”, afirma.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Thaís Ferraz

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