Anúncio oficial

Psol lança pré-candidatura de Monica Benício ao Senado no Rio

Viúva de Marielle Franco está em seu segundo mandato como vereadora

No audio source provided.
Monica Benício, mulher branca de cabelos castanhos cacheados, fala ao microfone da Câmara Municipal de Vereadores
Monica Benício foi eleita pela primeira vez em 2020 | Crédito: Luciola Villela/CMRJ

O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) oficializou no último sábado (11) a pré-candidatura de Monica Benício, vereadora do Rio ao Senado. Monica é arquiteta urbanista, foi criada na favela da Maré e está em seu segundo mandato na Câmara Municipal do Rio.

“Estou pronta pra representar a alternativa que amplia direitos, que não recua em acordos espúrios e que tem projeto de mudança de verdade”, declarou em postagem nas redes sociais. Entre os projetos de sua autoria que foram aprovados estão o Dia da Visibilidade Lésbica, o Programa Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio e a lei que retira homenagens a escravocratas e torturadores na cidade do Rio. Na Câmara, ela preside a Comissão de Cultura, a Comissão Especial do Carnaval e a Comissão Especial de Monitoramento de Serviços Públicos para Mulheres.

:: Quer receber notícias do Brasil de Fato RJ no seu WhatsApp? ::

Monica declarou que, em 2026, a união do campo progressista será muito importante para romper com o “ciclo vicioso que se tornou a política fluminense”. “Precisamos unificar as lutas e renovar a fé das pessoas na política e na ação coletiva. Temos que romper com a politicagem que é praticada no Rio de Janeiro, que tanto nos envergonha com tantos escândalos e revelações de relações escusas”, disse ao Brasil de Fato. A candidata faz menção à recente cassação do então governador Cláudio Castro (PL), algo recorrente na história do estado.

Benício entrou para a política institucional em 2020, quando foi incentivada pelo partido a concorrer a uma das vagas de vereança. Ela explica que à época, o partido entendeu que sua eleição era importante no processo de cobrança de Justiça por Marielle Franco, assassinada em 2018 por motivações políticas a mando dos irmãos Brazão. “Entro na política por necessidade de manter a memória de minha esposa viva e de pressionar para que os seus assassinos fossem identificados e julgados. Hoje entendo que fazer Justiça por Marielle não se encerra com o processo judicial, mas que isso se faz carregando seu legado. Precisamos acabar com esse ecossistema criminoso que permitiu a morte de Marielle e que ainda segue em funcionamento no Estado”, afirma.

Neste ano, cada eleitor escolherá duas candidaturas para o Senado em seus estados. Entre as candidaturas progressistas também está a deputada federal Benedita da Silva, pré-candidata pelo PT e ex-governadora do Estado. 

Editado por: Juliana Passos

|

Newsletter