Centrais sindicais de todo o Brasil participam da Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília (DF), nesta terça-feira (14), levando para o governo federal e o Congresso Nacional uma série de reivindicações em defesa dos direitos dos trabalhadores. Dentre as principais demandas, está a redução de jornada sem impacto no salário e o fim da escala 6×1.
Este ano, a marcha levantará também a bandeira em defesa dos direitos dos motoristas e entregadores por aplicativo, que, neste momento, vivem um momento decisivo com o debate do Projeto de Lei 152, em discussão no Congresso.
Para Raimundo Suzart, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) São Paulo, a força da marcha está no fato de apresentar demandas unificadas da classe trabalhadora. “Vamos reivindicar a redução de jornada para 40 horas sem redução de salário e também vamos trazer as demandas dos trabalhadores de aplicativos de duas rodas e de quatro rodas, porque esse PL foi totalmente desconfigurado”, explica. “Um outro tema muito importante que terá espaço no debate este ano é a violência contra as mulheres. A gente vai chamar a atenção do movimento sindical nesse sentido”, destaca.
Suzart afirma que a primeira entrega da pauta de reivindicação será em encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Posteriormente, o documento será também endereçado ao Congresso Nacional.
O presidente da CUT destaca que os baixos índices de desemprego são uma vitória da classe trabalhadora junto ao governo federal, mas que outras reformas precisam acontecer num eventual novo governo Lula. “Nós vamos apoiar a reeleição de Lula, mas, claro, reforçar as pautas de melhores condições para a classe trabalhadora.”
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