O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de dez dias, em vigor a partir das 17h, horário de Brasília, desta quinta-feira (16). O magnata diz que as conversas indiretas com o Irã avançam e um acordo com o país está próximo.
“Hoje vão estabelecer um cessar-fogo, e isso incluirá o Hezbollah”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca.
O governo estadunidense divulgou os termos do acordo. A trégua de 10 dias poderá ser prorrogada, e Israel reserva-se o direito de “tomar todas as medidas necessárias em legítima defesa” durante o período, segundo um comunicado do Departamento de Estado dos EUA.
O documento descreve o cessar-fogo inicial como “um gesto de boa vontade do governo de Israel, destinado a viabilizar negociações de boa-fé para um acordo permanente de segurança e paz entre Israel e o Líbano”.
“Israel preservará seu direito de tomar todas as medidas necessárias em legítima defesa, a qualquer momento, contra ataques planejados, iminentes ou em andamento. Isso não será impedido pela cessação das hostilidades”, afirma o comunicado. “Além disso, não realizará nenhuma operação militar ofensiva contra alvos libaneses, incluindo alvos civis, militares e outros alvos estatais, no território do Líbano, por terra, ar e mar.”
Segundo o comunicado, o cessar-fogo “poderá ser prorrogado por mútuo acordo entre o Líbano e Israel, caso haja progresso nas negociações e o Líbano demonstre efetivamente sua capacidade de afirmar sua soberania”.
“A partir de 16 de abril de 2026, às 17h (horário de Brasília), com apoio internacional, o Governo do Líbano tomará medidas significativas para impedir que o Hezbollah e todos os outros grupos armados não estatais rebeldes no território libanês realizem quaisquer ataques, operações ou atividades hostis contra alvos israelenses”, afirma o documento.
“Todas as partes reconhecem que as forças de segurança do Líbano têm a responsabilidade exclusiva pela soberania e defesa nacional do país; nenhum outro país ou grupo tem o direito de se autodenominar garante da soberania do Líbano”, observa o memorando de entendimento.
“Israel e Líbano solicitam que os Estados Unidos facilitem novas negociações diretas entre os dois países com o objetivo de resolver todas as questões pendentes, incluindo a demarcação da fronteira terrestre internacional, visando à conclusão de um acordo abrangente que assegure segurança, estabilidade e paz duradouras entre os dois países”, conclui o último ponto. Israel afirmou que não retirará suas forças do Líbano durante o cessar-fogo.
Irã
Trump disse que um acordo com o Irã será fechado em breve e reiterou que Teerã não pode ter armas nucleares.
“O Irã quer fechar um acordo e estamos negociando muito bem com eles. Precisamos ficar sem armas nucleares…esse é um fator crucial. E eles estão dispostos a fazer coisas hoje que não estavam dispostos a fazer há dois meses”, disse o presidente ao responder perguntas na Casa Branca.
Trump se mostrou otimista quanto ao andamento das negociações, dizendo: “Parece muito bom que vamos fechar um acordo com o Irã, e será um bom acordo. Será um acordo sem armas nucleares”.
O presidente afirmou repetidamente que o Irã concordou em não ter armas nucleares. Ele também alegou que Teerã “concordou em nos devolver o pó nuclear que está no subsolo devido ao ataque que fizemos com os bombardeiros B-2”, provavelmente se referindo a urânio enriquecido. “Então, temos muitos pontos de concordância com o Irã.”
Trump disse que as próximas negociações presenciais “provavelmente” acontecerão durante o fim de semana.
