Como primeiro resultado da pressão e da mobilização da categoria unida do Magistério, o Palácio do Buriti recuou e revogou, no início da noite desta terça-feira (21), a Portaria 167. A medida representava um passo importante para a correção do cálculo da remuneração de profissionais do contrato temporário (CTs), que vinha causando perdas salariais significativas. Apesar do recuo do governo, os professores decidiram manter a paralisação marcada para esta quinta-feira (23).
A categoria avalia que ainda há demandas fundamentais pendentes que justificam a continuidade do movimento. Entre as principais reivindicações está a reversão do processo de remuneração horista, sistema ao qual o professor temporário é atualmente submetido. O objetivo é restabelecer o pagamento com base na jornada de trabalho de 20 ou 40 horas semanais, garantindo maior previsibilidade financeira para os docentes.
A mobilização também denuncia a precarização das condições de trabalho ampliada pelo sistema EducaDF. Segundo os profissionais, a nova metodologia de cálculo aplicada pela ferramenta reduziu os vencimentos e as horas destinadas à coordenação pedagógica. Essa redução impacta diretamente o planejamento de aulas e a organização coletiva nas escolas.
Outro ponto central da pauta é a inviabilidade do sistema EducaDF, que custou R$ 40 milhões aos cofres públicos. O software, adquirido de uma empresa de São Paulo, é criticado por não ter sofrido adaptações para a realidade das escolas e normativas específicas da rede do DF. A categoria cobra a implementação de um sistema de gestão que respeite as condições reais de trabalho e as especificidades da carreira local.
Serviço
Paralisação do magistério público do Distrito Federal
Data: quinta-feira (23)
Horário: 9h
Local: Praça do Buriti
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