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Lula defende reciprocidade em caso de delegado expulso dos EUA e diz esperar que relação se normalize

Agente estadunidense que atuava no Brasil também teve sua autorização de trabalho revogada pelo governo brasileiro

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Lula
‘O que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles’, defendeu o presidente Lula | Crédito: Ricardo Stuckert/PR

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exultou nesta terça-feira (22) a aplicação do princípio da reciprocidade contra um agente de imigração estadunidense que atuava no Brasil e teve sua autorização de trabalho revogada. A ação se deu em resposta à determinação do governo de Donald Trump para que o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atuou na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), deixasse o país.

Em um vídeo publicado nas redes sociais ao lado do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, Lula disse, no entanto, esperar que os Estados Unidos estejam dispostos a voltar a conversar e que a relação entre os dois países volte à normalidade, após o episódio.

“Parabéns pela sua posição com relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade, ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles. Esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade”, afirmou Lula.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou uma nota, também nesta quarta-feira, em que afirma que o governo de Donald Trump não seguiu a “boa prática diplomática” no caso. Segundo o governo brasileiro, não houve qualquer comunicado oficial ou pedido de esclarecimento anterior à determinação contra Carvalho.

“A representante da embaixada norte-americana foi informada, também verbalmente, que o governo brasileiro aplicará o princípio da reciprocidade diante da decisão sumária contra o agente da Polícia Federal, que não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso”, diz o comunicado do MRE.

O agente estadunidense, no entanto, não será convidado a sair do Brasil. Segundo a PF, sem as credenciais, ele deixa de ter acesso à unidade em que trabalhava, em Brasília, e a bases de dados usadas para as cooperações entre as polícias dos EUA e do Brasil.

Editado por: Rodrigo Gomes

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